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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bons Ventos Sempre Chegam


"Hoje vejo as coisas diferente do que vi
Meu ritmo conheço e ando mais sem medo
Duvidei de mim tanto e quase me perdi..."




Sim, é boa a sensação do vento leve que me circula. Melhor ainda é poder perceber a mudança que ele trás consigo.

O vento pode anunciar tantas coisas... Para o pessimista, a chuva forte. Para o otimista, água para a colheita. Para o realista, ajuste das velas.

E lá vem eu, mais uma vez com a história das velas...

Ando navegando em águas tranquilas e quando me deburço para ver meu reflexo através das águas, gosto do que vejo. Gosto mais ainda da sensação de gostar do que vejo. Ah! Como algumas decisões valem a pena.

Lhe digo mais: Essa é uma visão totalmente pessoal. Qualquer pensamento ou frase é de caráter totalmente particular, único e próprio.

Cansei de ser gorda! ... É... Cansei, simples assim!

Cansei de ter somente um rosto bonito, ser inteligente e legal! Eu quero mais que isso. Quero me olhar no espelho e sentir amor próprio e auto estima que não dependa dos discursos de auto-ajuda formando apologia à moda. Acredite, eu vivi bem comigo mesmo até bem pouco tempo atrás, eu tenho meus pais que me apoiaram em todos os momentos, nos felizes, nas conquistas e principalmente, num momento particular que só quem estava bem do meu lado sabe do que estou falando.

Tenho amigos presentes, saio, me divirto a beça e ainda tenho alguns olhares pra mim...

Eu poderia contar a quem tiver interesse em ler a História da Minha Vida, e começar com aquele dialeto que todo mundo já conhece sobre a vida de uma pessoa gorda. Mas a real, as verdadeiras linhas, essas não são escritas, por ninguém! Até hoje, não conheço e nunca li nenhum depoimento de qualquer pessoa que emagreceu, seja por dietas ou por intervenção cirúrgica o verdadeiro sentimento quando uma pessoa te olha e diz: "Nossa! Acho que você engordou um pouco, não é?", ou "Sabe, acho você uma pessoa interessantíssima, uma AMIGA de verdade", e essa última frase vem daquele cara que você paquera platônicamente a anos. Aquele sentimento comum de quando você passa pelas vitrines das lojas do shopping e as vendedoras fingem que não te viram, porque afinal, você não é uma cliente potencial porque ALI não tem seu número. Ou as pessoas que te olham de forma estranha na balada, quando você dança e sorri, enquanto na cabeça dela você não deveria estar ali, e sim nas palestras do Vigilantes do Peso.

São incontáveis lágrimas, incontáveis escritos em agendas quando se foi uma adolescente da década de 90! Incontáveis crises depressivas e ansiosas regadas a chocolate ou qualquer outro trambolho comestível que estivesse à frente!!!

Aí, se você tentasse descrever uma cena dessa a outra pessoa, magra é claro, jamais ela entenderia e ainda te diria "Ahh... acho que só basta você querer!", ou qualquer outro clichê sobre dietas e blá blá blá.

Na minha vida, o choque de realidade veio com uma foto. Uma foto inocente tirada por um amigo, minha e de outra amiga. Eu estava sentada (ohh puta que o pariu) e nem me atentei a postura e tals. Quando no auge da empolgação a galera mandou as fotos por email, e claro, nunca ninguém edita fotos como eu editava as minhas próprias para só aparecer as partes que eu julgava adequadas, e lá estava ela, A Foto, faceira... tinha um sorriso malicioso. E um dia se eu quiser contar a história inteira você irá ler...

E aí vem a parte que eu me orgulho de mim mesma. Cansei de escrever e de ficar queixando sobre estar ou não gorda. E operei!

Hoje estou colhendo os resultados da minha primeira escolha válida, e da qual tenho certeza que não vou me arrepender.


"Já sei dos lugares onde não quero ir

Ouvi os alarmes que disparavam em mim

Ciladas de ontem não me deixavam ouvir

A voz que ouvi no sonho e me trouxe até aqui."

Trechos de Vou Adiante, Luiza Possi.

domingo, 20 de junho de 2010

O Encontro das Águas...


Indagando a grande questão imposta por Lewis Carroll, autor do Alice no País das Maravilhas: "Quando se está perdido, qualquer caminho serve?". Não deixa de ser uma pergunta lógica para colocar em check uma pessoa que se encontra perdida, sem saber para onde quer ir. Não vou relembrar o diálogo, visto que recentemente Tim Burton fez seu remake dessa história com o Depp - aqui ficam alguns suspiros-, como uma das estrelas principais. Quem não viu, o Youtube tá aí pra isso, já que o foco em si não é o filme.

Voltemos.

Eu estava por aí tão perdida quanto Alice... Questionando-me e perguntando a qualquer "gato sorridente" se ele sabia o caminho a seguir e acabava sempre por me deparar com portas a serem abertas e quase sempre, bem, quer dizer, sempre, me deparando com uma grande selva escura e cheia de abismos. Como sempre tive em mim um gravíssimo impulso de querer sempre as coisas mais difíceis, lá ia eu e minha súbita coragem em mais uma Grande Expedição. E no final, o mesmo final obviamente, nada encontrava, nada a minha frente, nada além de um bichano que pra gato ainda faltava um pouco mais.

Eis que ao ver diante das minhas mãos a minha própria imagem, percebi que naquele momento estava ante as margens de dois rios, e que diante a mim havia uma pequena embarcação com alguns remos. O Encontro das Águas me deixou com medo. Tinha diante a mim duas possibilidades, a primeira e a mais fácil era de manter-me na margem do rio que me encontrava, do lado de cá as coisas estavam mais fáceis, não precisaria mudar nada, não haveria qualquer bloqueio a mudança e tão quanto resistência. No entanto, bastaram poucos minutos para perceber que como as coisas iam e a velocidade com que as águas se moviam eram muito pouco para mim. E também percebi que naquela margem só haviam lembranças que não me agradavam quando voltavam ou quando me encontrava com elas.

Decidi que eu iria mudar o percurso, ajustar as velas como costumo dizer, e navegar por novas águas. Tomei a decisão de mudar minha vida e encarar uma cirurgia no qual, mesmo não querendo, estou apostando todas as minhas fichas. Claro que como todas as mudanças, a reação inicial não é das melhores, não. Mas quando se quer muito, mas muito uma coisa, parece que todo o universo se move e faz com que bons ventos soprem e a direção muda, consequentemente. Descobri o que eu quero.

As águas correm, nunca sendo a mesma numa nascente... E agora eu navego nas águas tranquilas da minha decisão, tentando encontrar o equilíbrio entre os dois rios que se encontram em mim, o de antes e o de agora. Procurando manter a minha essência, mas sempre sendo diferente, única e ímpar.!.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Orkut e seu fim!

"... Acabou, boa sorte."

A muitos e muitos anos atrás, quando meu amigo Marcos um dia me disse que estava virando febre uma rede pessoal e muito simpaticamente me mandou o convite para que eu "adentrasse" a essa mundo virtual, eu não imaginei que o dia que ele chegasse ao fim fosse tratado como uma decisão muito séria.

Mas foi.

Foi pelo fato de ali estarem algumas pessoas que eu não vejo a algum tempo, por ter pessoas que passaram em minha vida e aquilo era uma forma de "manter contato".
Mas pensando bem, o que é o Orkut? Pra mim, é uma forma que as pessoas encontraram para mostrar e dizer algo como: "-Olha como eu sou feliz.", ou "... -Eu verdadeiramente sou uma pessoa sociável, na minha página tem 999 pessoas.".

Na minha tinham 307, para quantificar os fatos, e posso garantir que esse manter contato era com aproximadamente uns 30, ou seja, nem dez por cento da população que ali vivia sorrateiramente.

O orkut não substitui uma ligação, não substitui uma visita em casa ou mesmo um passeio de reencontro. Não substitui um olhar sincero e até mesmo um e-mail de bom dia, para não sairmos totalmente da tecnologia. Até  gosto da tecnologia, mas não para esses fins. Não mais, sinceramente.

Eu não quero mostrar pra mais ninguém que não convive comigo se eu to bem, se eu to mal, se eu to namorando ou se estou solteira, pegando ou sendo pegada. Assim como também não quero sucumbir ao desejo de saber se estão namorando, solteiro, pegando ou sendo pegados, se é que me entende. Não é da minha conta, e nem da conta de ninguém.

E se algo nas palavras acima levar ao leitor a pensar que agora decidi viver sozinha e isoladamente, muito pelo contrário, ainda me preocupo com as pessoas que amo, só não quero estreitar nenhum relacionamento por uma página onde nem sempre o que está ali é o que é real, até pelo contrário, frases como "Eu nunca te amei idiota" (uma das últimas que li antes de deletar o perfil), normalmente querem dizer "Alooooou... eu to aqui com meu coração transbordando de amor e só queria que você voltasse", dentre outras que todos nós sabemos que é bem verdade o que eu estou escrevendo.

Também não é nenhuma apologia contra o Orkut não, só encheu o saco. E nem saco eu tenho.

No mais, o blog por enquanto me basta, porque aqui sim eu posso ser eu, porque eu sei que poucas pessoas andam passando por aqui ultimamente e eu to querendo tirar um pouco as teias de aranha que ando vendo, ao postar.

"O fim é belo e certo, depende de como você vê."
Fernando Anitelli

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Rejeição, Carência e outras cossitas mais...


“Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio...”

(Dostoiévski)


A carência é própria do ser humano. Todos queremos ser reconhecidos, valorizados, amados. E, pensando bem, até mesmo os animais querem carinho.

À sua maneira, a Nina, minha cachorra, “choraminga” e exige atenção. É difícil resistir ao seu olhar e gestos. A diferença é que ela não guarda mágoa e mostrará alegria quando, mais tarde, receber o carinho solicitado. Talvez por isso as pessoas prefiram os cães, eles sempre são fiéis e compreensivos, ainda que rejeitados.

O ser humano não suporta a rejeição. Sentir-se rejeitado é ser marcado por toda a vida. Talvez esta seja a fonte do ódio e ressentimentos que muitos cultivam.

Quantos adultos seriam bem melhores se tivessem sido amados na infância? Quanto sofrimento carregamos em nossos corações causados por gestos e palavras impensadas? Quantas marcas teimam em não desaparecer? Quantas feridas insistem em não cicatrizar?

Claro, como diria alguém que conheci: “A culpa é do capitalismo!” Os indivíduos vivem em sociedade e a forma como esta se organiza tende a reforçar determinadas patologias. Uma sociedade que prioriza o TER em lugar do SER imagina suprir o afeto pelo consumismo.

Não é por acaso que os educadores apontam a ausência dos pais como um dos problemas atuais mais prementes. São pais que transformam o amor e o convívio, necessários à formação da personalidade, em bens a consumir. Isso, é claro, entre as camadas com maior poder de consumo.

Vejo um adulto neurótico, rancoroso e infeliz e penso como foi sua infância. É grande a probabilidade de que traga as marcas da rejeição. Muitas vezes, recolhe-se à solidão e ao mundo abstrato dos conceitos e dos livros. Torna-se intragável, chato. Tende a afastar as pessoas, e até mesmo os amigos, da sua companhia. E, na verdade, precisa de ajuda. Como nem sempre é compreendido, adota subterfúgios. É a forma que encontra para resistir.

No fundo, todos somos carentes e carregamos alguma marca de rejeição. Mas nem todos temos a sorte de encontrar as pessoas certas que nos ajudam a superar os sofrimentos do passado ainda presentes em nossas almas. Nem todos temos o privilégio encontrar no amor a segurança necessária para não sucumbir à maldição de Caim. E não me refiro apenas ao amor que une o homem à mulher e vice-versa, mas a todas as formas de amar, inclusive a materna, paterna e a amizade.

Sentir-se rejeitado, é sentir que existem coisas bem mais importantes na vida de alguém. E que naquele momento não há espaço para você.!.!.!

sábado, 26 de abril de 2008

Todas as vozes que (NÃO) estão lá!


Acostumei-me a eles.
Quando não saltam dos armários ou empalidecidos escapolem dos velhos álbuns de fotografias e se misturam às folhas que nunca recolho, estranho.
Estranho tanto que saio a procurá-los, abro baús, portas alheias, reviro bolsos e carteiras, sequer as frestas me escapam. Se necessário vou a outros bairros me certificar se, por um acaso, algum acabou esquecido dentro de uma conversa qualquer levada há tantos anos.
Mas é em casa, quem sabe espremidos entre os vinis, entre algum falso brilhante e a solidão de uma mpb fora de ordem, caídos atrás da estante da sala, é aquela mesma feita sob encomenda e que só cabe ali e em nenhum outro canto do mundo, que mais costumeiramente tropeço neles. Quando encontro algum vou logo perguntando por onde andava, com quem, fazendo o que, meio maternal, meio ciumenta, meio em dúvida, já que a vida seria melhor sem eles.
Nunca concordei, embora hoje tenha lá minhas dúvidas. Tudo bem, eu já devia saber que no léu aparecem todos e mais alguns. Não faz mal, eles são assim mesmo e sempre tem alguma novidade, seja no fim do dia frustrante de trabalho, seja no espelho e a descoberta de mais um vinco no rosto, seja ao telefone e todas as vozes que (não) estão lá, tem sempre mais um a me visitar, invadir, sei lá. Quando vou dormir sinto que eles se reúnem ao meu redor e preocupados velam a noite inteira. Quando acordo, estou só. Tudo parece tão calmo nesta hora que precede as pequenas mortes que morrerei durante o dia, que coisas simples vão se desenrolando como fazer chocolate, a sombrancelha que só faço às vezes, a escolha da roupa, da meia, e aí eles vão chegando, uns mais afoitos, outros mais discretos.
Minha sorte é que já é hora de sair e dependendo de quem apareça tudo ficará em suspenso até o entardecer quando eles vêm ao meu encontro esteja eu onde estiver. O engraçado é que mesmo depois da overdose, mesmo depois de tantos anos e de tanta dor, mesmo depois de tanto silêncio eu me sinta assim, acostumada. Tê-los por perto, mesmo que incrustados no peito, confundindo-se com meu suor, meus cheiros, atravessados na garganta, roubando meu cobertor, lendo meus livros e os abandonando à própria sorte, mesmo assim o convívio com eles parece ser a única forma de me sentir viva.
Você compreende? Não que eu não me sinta viva, é claro que me sinto viva, você me faz isso, quer dizer, você faz com que eu me sinta viva, mas é sempre tão passageiro, não nos impregnamos, não ficam marcas, você compreende?
Não há nem ferro nem fogo! E sabe do que mais? Sei que com eles funciona da mesma maneira. Se eu sumo, eles somem. Afinal, de que servem os fantasmas se não tiverem a quem assombrar???

terça-feira, 22 de abril de 2008

Fuga III


Comigo fico um tempão

perdida em confusão

dando boa comida

para minha ilusão

contigo, comigo, é mais divertido

olho para outro umbigo

viro duplo sentido

dou trégua para minha loucura

percebo que ainda tem cura



"Quem vive sem loucura não é tão sábio quanto pensa"

sábado, 5 de abril de 2008

Imperfeição



"Mesmo sem te ver... acho até que estou indo bem

Só apareço por assim dizer, quando convém aparecer
...

Ou quando quero!!!"



Vivo em uma realidade que deixei que fosse construída pouco a pouco...

Pela imperfeição de meus pensamentos, tem horas que desejo que o mundo se abra e que eu consiga cair em outra vida que não seja essa... Claro que, algumas coisas seriam levadas em conta!

Pensamentos... fugas... devaneios... é assim que me rotúlo.

Cheia de pensamentos um tanto quanto imperfeitos! Tem horas que sinto vontade de estar em um lugar, em cia de uma só pessoa... porque é ela quem vem me entendendo e me dando apoio "day by day".

Tem horas que desejo que as pessoas não me vissem, porque elas não entendem. Engraçado é saber que, em questão de segundos, sua vida passa por transformações absurdas, nas quais não se sabe em quem confiar... em quem contar!


Eu realmente digo e repito: Quando você muda de direção, tudo ao redor muda junto!


E pela primeira vez eu estou entendendo mais que nunca essa colocação...
Ouvi uma coisa num passado próximo "enxergar com os olhos do coração". E isso sim é uma coisa difícil horrores...



Porque como dissera o Thiago "os sinais estavam lá". Sim, realmente estavam, quem não quis ver foi eu!

Mais engraçado ainda, são os sermões que levamos vida a fora, por diversas atitudes. Coisas do tipo: "...não repita mais isso..."; "...vê se aprende com..."; "...eu bem que avisei..."

Acredito que esse tipo de colocação, em um diálogo onde a outra pessoa busca conforto, só serve para fazer com que sentimentos de ódio ou coisas do tipo surjam dentro da alma. Já na vida de quem fala, nooooossa... deve ser sensacional criticar e perceber que a pessoa ficou pior com isso tudo.


O ser humano é capaz de coisas terríveis.

A pouco, via msn, estava enfrentando uma situação um tanto quanto desagradável. Uma série de porquês... de julgamentos...

Uma pena, sei disso! Mas como disse a essa pessoa, não vou reiniciar, embora uma vez tenha dito que gostaria que assim como nos sistemas, eu tivesse um ponto de restauração...

Mas isso é impossível. Voltando, não vou reiniciar porque horas, fora construído um passado e a lembrança sempre estarão lá.


...Até a próxima...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Cai tarde.... cai!


O entardecer me inquieta.

Ontem mesmo comentei que a tempos não vejo as cores do dia. Não paro para ver a entoação das cores no céu. O vai-e-vem desacompassado das nuvens. Não fico a imaginar as figuras engraçadas que vão se formando com elas.

Mas mesmo sem essa percepção, o entardecer me inquieta. Quando o sol vai se pondo, e o céu se envolvendo num manto azul escuro, algo acontece aqui dentro. Um nó talvez. Uma sensação de que mais um dia passou. Sim, passou.

Dias de chuva fina e constante me entristecem. É como se minha alma fosse uma criança assustada, com medo de fantasmas e brumas. Quando nuves carregadas começam a cobrir o céu, suspiros profundos, doloridos, inflam meu peito e fico calada, pensativa, imaginando de onde vem tanta melancolia.


Meu coração se alegra com grandes temporais e chuvas de verão. Parece que a alma se lava com aqueles trovões, aqueles grandes vendavais. Adoro!


Esses dias, pela tarde, eu subo a parte de cima de minha casa, que como ja disse em outra ocasião dá para ver uma enorme circulação de pessoas. Pois bem, e vendo essas pessoas que vão e vem, fico a me perguntar propósitos das coisas que acontecem e das que não acontecem.


Particularmente venho questionando a segunda opção em minha vida, e o entardecer me entristece por isso, mais um dia que acaba e nada acontece, pelo menos nada que busco.


Vou tentar mudar de direção, para ver se as coisas caminham com ela!

quarta-feira, 5 de março de 2008

...Sou uma mulher possível de meninas que fui...




Quero passear com a menina que fui.
Quero andar de mãos dadas, chupar manga e rir à toa.
Não a levarei a lugar nenhum.
Nenhum lugar lhe mostrarei.
Não irei a catedrais nem montanhas.
Ela sim abrirá os portões com as chaves que há muito eu perdi.
Ela sim cantará as canções que me alegravam.
Eu a seguirei apenas.

Que linda menina fui.
Sentada sob o azul de meus anos percebo que ela sorri
e nenhuma lágrima meus olhos chora.
Nos despedimos aqui (para continuar ali).
Olho-a com atenção. Ela não tem nada a agradecer.
Eu sim.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

...Aos 50 posts...


Existia em mim uma certa ausência de palavras, não sei o que estava acontecendo até o momento que no painel percebi que cheguei a marca de 50 postagens. Pode até parecer bobagem, eu sei, mas me imprecionei com o número.

Digo isso porque apesar dos pesares eu sou uma pessoa introvertida. Sim, sim, não parece, eu sei. Mas sou. Com uma grande dificuldade de expressar aquilo que é meu, só meu. Entende?

Cheia de encanações e dúvidas. Um montão de blá, blá, blá.

No começo pensei não ter leitor nenhum, a não ser, é claro, o meu "muso inspirador".

Esse blog tem história rsrsrs.

Depois percebi que eu tinha algumas leitoras curiosas em saber, ou pelo menos tentando saber, sobre minha vida afetiva. No final elas sumiram, pelo menos não se manifestam mais...

A minha curiosidade passou a ir além do meu próprio mundo, e junto com esse além veio a descoberta de outros blogs bem interessantes. Confesso-lhes que alguns até me espantam pela reciprocidade de pensamentos. Pessoas que passaram a me visitar também, algumas me encontraram, outras apenas esbarraram... assim como eu nelas. Pensamentos tão iguais aos meus...

Esse mundo blogueiro é bem interessante, tirando obviamente os besteiróis, tem muita gente que escreve coisas úteis. A maioria dos que tenho essa certeza estão no meu link de amigos.

Descobri em mim o estravaso de sentimentos pelas palavras. Lógico! Não escrevo tudo, até porque pelo meu modo desbocado isso aqui em meus momentos de loucura total e falta de auto-conhecimento, se tornaria um verdadeiro livro ilustrado dos "não-bons-modos".

A coisa funciona assim: eu vivo uma situação e páh! vou escrever, linhas e linhas e linhas, e nada! É, nada! acredite. Depois, com a alma mais tranquila as idéias surgem.

Já coloquei pra fora, nesta página, muito sapo. Tantos que acredito ter um brejo aqui. Verdade pessoas. Não colocando nenhuma inteligência alheia a prova, a maioria dos interlocutores não "captaram a mensagem", mas isso não me espantou.

Pois é, um brinde de mim para mim mesma.

E que venham as novas idéias e novos pensamentos.

No fundo, elas são mesmo uma grande mistura de Fugas e Devaneios.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

...Discontração...


Recebi esse meme da Lili, como ela mesmo disse em seu blog, faz algum tempo que não respondo algo desse tipo, lembrei-me de uma infância / pré-adolescência sem maldade, velhos e bons tempos...

Vamos lá, vou responder, quanto a essas lembranças quem sabe um dia eu escrevo sobre elas...

PS: na minha época -nossa que tiazinha - isso se chamava enquete.


Uma paixão: namorado.
Uma hora: a partir das 22:00 ta valendo todas...
Um astro: Estrela Celta, é minha!
Um móvel: Minha cama.... nossa... adorooo
Um líquido: Tequila - Arriba, abajo, ao centro... a dentro!!!!
Uma pedra preciosa: Ônix.
Uma árvore: Carvalho.
Uma flor: Rosas Vermelhas sempre.
Um animal: Cachorro, amo filhotinhos!
Uma cor: Preto, e não pense que tem algo dark no meio!
Uma música: Uma? Impossível!!! Tudo de: Ana Carolina, Marisa Monte e Cássia Eller. É claro, além de muita música eletrônica.
Um livro: O Caçador de Pipas.
Uma comida: As minhas, principalmente meus bolos kkkkk.
Um lugar: Bob's da Av. Paulista... Nossa, quanta história.
Um verbo: Pensar
Uma expressão: Ai caroço!!!! pra não dizer ai cara#$%¨@
Um mês: Setembro, mais que especial...
Um número: 1
Um instrumento musical: violão, piro num solo...
Uma estação do ano: Inverno com chuva, chocolate quente...
Um filme: O diabo veste Prada!!! Como já disse anteriormente, simplesmente minha vida!
Agora tenho que passar pra alguém né?! Bom, vamos lá... Eu passo para
Amore, Alzinha e Denise! rsrsrs vai ser legal, vcs vão ver!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Reticências


Eu poderia começar uma história com um simples "era uma vez...". Eu poderia iniciar versos tentando explicar sentimentos e comportamentos. Poderia se quisesse, expor as claras esse negócio aqui dentro. Algo parecido com um nó. Daqueles que sufoca, aprisiona, asfiquixia.

Minha trilha sonora nesses dias vem sendo o CD O Quartinho, da Ana - Duplo Dois Quartos. Além de adorar a persona, eu ando com todos esses sentimentos aqui dentro, onde chamamos de coração.

Tenho a impressão da repetição das frases, dos mesmos passos, dos mesmos caminhos... A mesma história. A algum tempo atrás postei algo sobre o verbo causar, conjugando-o de uma forma bem particular. Definitivamente eu causo.

Andei, corri, duvidei, tropecei. Caí, chorei, tanto. Me arrependi, ganhei e perdi. Fiz como pude. Não por falta de amor, mas por amar demais.

Desprezei meu ego.

Alguém visitou os corredores da minha alma. Soube dos enganos, alguns traumas, secretos planos. Soube dos meus erros, e dos nós que fiz. Quando dei por mim, esse amor demais estava escorrendo entre os meus dedos, como água, das mais cristalinas, ali, na minha frente, escorrendo... mas não percebi.

Como nos mais belos contos, a história começou com um final feliz, mas ei! estou dissertando sobre o meu eu, a sim, claro! eu escrevi correto, começou. Não significa que continuou...

Gostaria poder ficar de fora, olhar para mim, me perceber como sou percebida. Nem sempre reconheço a imagem que reflete no espelho. Preciso organizar minhas idéias. Não me encontro nos andares onde ando. Me viro do avesso, me viro na cama, e mesmo assim não me vejo. E o meu lugar? É aqui? É assim?

Preciso aprender a andar sozinha, para quem sabe assim ouvir minha própria voz.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

... Tantas Emoções...



A 2 dias atrás foi o grande dia.
Digo isso porque considero o meu aniversário o dia mais importante do ano, por diversos fatores. É como se para mim, isso sim fosse o meu particular Ano Novo... com fogos e festas.
Mas neste ano, algo diferente aconteceu.
É claro, como todos os anos, ao amanhecer permaneci deitada e refletindo sobre o ano que passou. Sobre atitudes, ações e reações. Muita coisa a ser pensada.
Pensei sobre todos os aspectos possíveis e imagináveis em relação a minha vida, embora tenho a certeza de que alguma coisa "passou batido".
Me deu também a sensação de velhice. Ta bom, tá bom, eu sei, fiz apenas 24 anos. Mas a bagagem desses 8.772 dias (caraca!) é bem vasta.
Li tantos livros quantos os outros anos. Neste ano que passou, várias músicas embalaram minha trilha sonora...
Poderia ter permanecido tudo igual, a não ser por uma diferença.
Pensei que fosse passar mais uma primavera com o coração as traças, a alma baladeira e totalmente da night. Mas no dia 19 de setembro algo diferente aconteceu...
A alma baladeira cessou e o coração já não estava mais tanto as traças assim. Mas como nem tudo nessa vida são flores e o vento nem sempre sopra a favor, um monte de pessoas tentaram interferir nessa "love history".
Como comentei com ele, as coisas, quando acontecem, nem sempre são percebidas da melhor maneira. E hoje de forma positiva, vemos que tudo foi colocado no nosso caminho para provar o quanto existe cumplicidade e apoio. O que consolida mais o amor.
Nem sei o que aconteceu com o clã da discórdia, mas acredito que seus corações estejam mais acalantados e quietos, ou apenas sofrendo em silêncio... Melhor assim!
Tomei atitudes no meio do ano que vieram a me prejudicar, mas aprendi a lição de uma forma esquisofrênica, sim eu aprendi. Os fantasmas não existem mais...
Como em todos os anos, muitas pessoas passaram em minha vida, algumas deixaram suas marcas e suas lembranças (+ ou -), outras nem foram tão importantes assim, mas cada uma com sua particularidade.
O significado de amizade está cada vez mais presente em minha vida, para o azar ou sorte de muitos.
Não estou como Caetano, usando a afirmação, ou não! Mas é que a forma de ver, por vezes, está sim no duplo sentido e na ambiguidade. Depende de quem lê.
Tem tanta história, tantas emoções... Mas elas ficarão bem aqui, no meu core, guardadinhas, para que eu posso sozinha relembrá-las e viver!
Garanto que estou feliz... demais da conta, e cheia de planos para esses novos 365 dias!
Detalhe, agradeço por demais à aquele que faz dos meus dias, os mais felizes do mundo. Amo_Thi e desejo-te!
Enfim, ano novo e claro que nada de vida nova. A vida é a mesma...
Apenas com alguns personagens e capítulos diferentes!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Daqui pra frente


Ser certinha e careta é bom para quem se satisfaz com pouco...

Com a simplicidade da vida, com a rotina, a monotonia, com objetivos bem projetados e realizados metodicamente...
Muitas vezes até tento ser assim, mais fácil, mais simples, mas não consigo...
Eu sou o caos...


Eu sou o inconstante, o inseguro, o insatisfeito, o indeciso, o impreciso...
Eu sou o que sou e é assim que vou seguindo em busca dessa tal felicidade que só existe no exercício de encontrá-la...


Ela é meio e não fim...
E foi por isso que fui...


O destino fez com que eu traçasse um caminho, cheio de curvas e escuridão...

Mas, ai a emoção é maior...
Em off, em meio a multidão, isolei-me para me aventurar...


Sozinha, ia muito bem acompanhada....

Valeu a pena até aqui...

Agora estou disposta a ver 4 pegadas na areia...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Aos Navegantes

"Diga... quem você é? Me diga!
Me fale sobre a sua estrada. Me conte sobre a sua vida.
Tira a máscara que cobre o seu rosto.
Se mostra e eu descubro se eu gosto do seu verdadeiro jeito de ser."

Incrível capacidade absurda de pessoas de pequena elevação espiritual acharem que conseguem me afetar com "jogo baixo".
O que aconteceu é fato. OK. Não dá para voltar atrás e corrigir os erros.
Se bem que, se existisse a tecla "lefth" eu voltaria a fita e não confiaria em uma "querida amiga" em especial... A qual na primeira oportunidade começou a abrir a boca santa dela. Agora eu me pergunto: a troco de que??? Digamos que se eu fosse igual, e começasse a sair por ai a torto e a direito perguntando para certas pessoas comprometidas (e bem comprometidas) se realmente ela ficou aos beijos com ele na copa??? Hum... seria comprometedor não? E prejudicaria não só a minha vida, mas a vida de uma pessoa que não tem nada a ver com a história! Mas nisso ela não pensou...
Outra cena incrivel, é o julgamento de pessoas que separaram a situação como uma guerrilha: "ou vc está do lado nosso... ou do lado dela". E tentam corromper as verdadeiras amizades que eu tenho.
Para minha sorte. Essa única amiga que me restou deste bando de gente louca, é a única que se colocou de fora de tudo isso, talvez por perceber o real sentimento de amizade que tenho por ela.
Mas isso foi bom, apesar dos pesares... Eu tenho minha parcela de culpa sim, e não estou me eximindo dela.
Agente conhece as pessoas no primeiro deslize... E eu não posso ser como elas... e quem me conhece sabe... Minha atitude seria o silêncio... Era isso que eu esperava... Me desiludi!
Mas fofoca é bom né? Afinal deixa o ambiente corporativo mais animado e a lingua mais afiada.
Falem povo... falem... só tomem cuidado para não morder a língua.
Quanto a me afetar? No começo sim, mas agora "queridas" precisa de um pouco mais que isso!!!!
No fundo, apesar de todo esse conflito eu sei e vcs tb sabem quem eu sou: inteligente, capaz, e tudo isso que todo mundo sabe. A volta por cima não custa a chegar... Paga pra ver!!! E assiste de camarote!

Abraços

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Meias Verdades

Olho no espelho, vejo meu olhar
Aprisionado na imagem, não consigo te falar
Dimensões diferentes, movimentos iguais
Quebrar a barreira, encontrar a nossa paz

Mostre quais as mentiras, preciso acreditar
Por que verdades faladas, são mentiras caladas.

Andar sozinha, vestir minha roupa
Somos todos iguais, onde está nosso erro ?
Sonhando acordada no meu conto de fadas

Aonde ir, para onde olhar?
Por todos os lados, não consigo explicar.
Achar as respostas, o que devo fazer?
Preciso encontrar, preciso saber.

São perguntas que a resposta não vou encontrar?

Os mesmos erros... os mesmos passos tortos.
Até onde suportar isso tudo?
Será mesmo que sou de aço?
Começo a duvidar...

O que será preciso para você entender
O que por palavras não consigo explicar?
Por que mais sofrimento?

Ai, eu me pergunto:

São palavras sem respostas? Ou respostas sem
perguntas?


Somente uma parte familiar desabando em minha cabeça. Por isso uso as palavras para aliviar a tensão!

Músicas que falam por si:

A Diferença

(Christiaan Oyens E Zélia Duncan)

Liberdade concedida
não me interessa
E eu não tenho pressa
pra conferir
Nessa altura do campeonato
Não vou mais sair no braço
pra ninguém me engolir
Quem perde
é quem prega
Quem precisa
é quem nega
O desconhecido
exceção à regra
que confunde e cega
os pobres donos do mundo
A diferença
Tá na crença
De quem pensa que pensa
E apenas alimenta
Meias verdades
Meias atitudes
Meias bondades
Nada disso me interessa
e eu não tenho pressa
pra conferir