
Faz tempo que não escrevo. Não por falta de idéias ou falta de inspiração, o cotidiano é uma máquina de idéias em minha cabeça.
Andei percorrendo por blogs alheios, de uma pessoa que eu não conheço, mas ao ler seu texto percebi que era exatamente o que estava sentindo.... uma coisa chata chamada insegurança.
Eu que tão certa de mim, dei tantos passos falsos. Que aprendeu com a vida e mesmo assim acaba surpreendia pelo esperado...
Sim, o esperado, porque o inesperado me trás uma sensação de novidade e um misto de sentimentos. Já o esperado só confirma meus sentimentos e pesares. E isso nem sempre é bom.
Perguntas sem respostas... Respostas sem perguntas... e assim caminham os meus pensamentos.
Monólogos... Diálogos... Silêncio!
Que Drummond ilustre esta história:
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.







