quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O último adeus e a 100ª postagem!


Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.
Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,
Reparem bem pra mim:
Se estava virada para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés.
A mesma sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouviudos atentos
E à minha clara simplicidade de alma...

Hoje tenho em meu coração, fincados como estaca de prata, dois sentimentos. O primeiro me alegra demais por ter a certeza de que esse blog viveu por um ano... Dentre tantos altos e baixos de minha vida, ele morreu, sobreviveu, morreu novamente, virou fênix. No entanto, como toda boa história tem um final, a segunda, é que essa fênix interior já não tem mais forças e nem motivos para continuar a brilhar, e esse fosco de cores me faz tomar uma decisão, acredite de verdade nas próximas palavras, de dolorosamente parar de escrever por aqui. Sim, este blog completa sua 100ª postagem e seu aniversário com um ponto final. Fim da linha.

Não quero descrever em milhões de palavras o que esse blog representou para mim, mas em suma, me trouxe muitas alegrias desde aquele 24 de setembro à este. Estou abandonando esse espacinho tão meu principalmente pelo motivo que me levou a escrevê-lo, o sentimento de amor. Vou pular as razões para evitar maus entendimentos. Nós sabemos, e se não existir o nós, eu sei.

Daqui pra frente, não haverá Fugas e tão quanto Devaneios, haverão palavras minhas, com meu nome e minha essência real.

Vou dar tempo a mim mesma, preciso colocar muita coisa em ordem, coisas que deixei passar e que estão me assombrando. Rasgar o passado e começar do zero, começar algo por mim mesma, sem a interferência de alguém, para que nunca mais haja esse sentimento. Resume-se isso que sinto, como uma ressaca mal curada, aquele cheiro do ontem tá aqui, impregnado nessas paredes, nessas cores, nessas letras e nesse nome que insiste em me acordar a noite.

Deixo então meu eterno agradecimento a VOCÊ, que nem sei se vai ler isso aqui, pois se não tivesse me "apresentado" seu blog, eu talvez não teria interesse em escrever coisas a ti, coisas a mim, coisas aos meus amigos. Tenho pelo menos duas coisas pra me lembrar de você, uma terna... a outra eterna!!

Agradeço aos comentários de meus amigos da blogosfera e nem me arrisco a citar blogs, para que eu não cometa o erro desastroso de esquecer alguém. Saibam que todos esses que estão linkados aqui, de forma direta e indireta, complementaram a história do Fugas e Devaneios. Não deixarei de visitar vocês, essa é uma promessa!



PS1: Eu vou escrever um outro blog, e quando acontecer eu avisarei.

PS2: Quando mudamos a direção, tudo muda! É isso, exatamente isso, que estou fazendo!

PS3: Já estou com saudades....



Uma parte que eu não tinha


Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a tradição nos traduz outra alegria
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua certeza e na contradição
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua palavra, no teu palavrão
Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a situação não traduz nossa alegria
Não ter festa dá a impressão de que o mundo ficou sério
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu universo o sol é solidão
e não tem cura... acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu único verso o sol é solidão
Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação
tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha...

As sem-razões do amor


Eu te amo porque te amo,

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.


(Drummond)

When you look me in the eye


If the heart is always searching
Can you ever find a home?
I've been looking for that someone
I'll never make it on my own
Dreams can't take the place of loving you
There's gotta be a million reasons why it's true
When you look me in the eyes
And tell me that you love me
Everything's alright
When you're right here by my side
When you look me in the eyes
I catch a glimpse of heaven
I find my paradise
When you look me in the eyes
How long will I be waiting
To be with you again
I'm gonna tell you that I love you
In the best way that I can
I can't take a day without you here
You're the light that makes my darkness disappear
When you look me in the eyes
And tell me that you love me
Everything's alright
When you're right here by my side
When you look me in the eye
I catch a glimpse of heaven
I find my paradise
When you look me in the eyes
Every day, I start to realize
I can reach my tomorrow
I can hold my head up high
And it's all because you're by my side
When you look me in the eyes
And tell me that you love me
Everything's alright
When you're right here by my side
When you look me in the eyes
I catch a glimpse of heaven
I find my paradise
Cause when you look me in the eyes
And tell me that you love me
Everything's alright (it's alright)
When you're right here by my side (by my side)
When you look me in the eyes
I catch a glimpse of heaven
(Oh) I find my paradise
When you look me in the eyes

terça-feira, 23 de setembro de 2008


A vírgula, essa eterna imcompreendida, também merece nossa reverência nesse brilhante texto criado para a campanha dos 100 anos da ABI-Associação Brasileira de Imprensa.


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.


Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.


Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.


Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.


Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.


A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


Uma vírgula muda tudo.


ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


P.S.:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.



Extraído do site Stilleto

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O Tempo não pára!


"Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras palavras
Palavras palavras
Palavras ao vento"


Setembro, 19 de 2007

"... -você tem msn? preciso reiniciar...
-Sim, claro. Anota aí."

De repente é uma expressão idiomática ou expressão popular temporal da língua portuguesa que caracteriza algo que acontece inesperadamente ou então de forma brusca e veloz. Se algum fato ocorre de repente é porque ele não foi antecipado e foi tido como uma surpresa para aqueles que o sentiram e/ou presenciaram. Possui o mesmo significado de: repentinamente, de rompante, de chofre, sem mais nem menos, de imediato, de ramotão.
Fonte: Wikipédia

E essa expressão idiomática tomou conta de minha vida, de forma literal mesmo, o inesperado, o novo. O constante... o inconstante. Esse post não é nenhuma apologia sobre relacionamentos fracassados ou não fracassados, ou sobre como fazer seu relacionamento dar certo. Não mesmo, nada disso.

Meu interesse nessas frases de hoje é somente "filosofar" sobre o tempo, sobre a contagem do tempo, sobre interesses comuns, como diria uma música do Catedral "sobre os porquês, de tantos porquês..."

É engraçado, como fala o texto Amor Ampulheta, como nos prendemos a tempos, as datas, aos dias... Essa contagem frenética de minutos que nos fazem ficar totalmente atordoados, hora por pensar em por quê perdemos tanto tempo, ou por quê não aproveitamos mais o tempo. E ainda o por quê de nos prendermos ao tempo para contar a significância de momentos e de pessoas.

O relógio não pára, o tempo não pára. E se você conseguir dar uma espiadinha no futuro, me fala como consegue. Eu por vezes, embora aquele ponteiro no canto inferior da parede rosa continue em sentido horário, me permito pará-lo em meu inconsciente e analizar fatos, momentos, datas... pessoas!

O diálogo a cima expressa um dia importante em minha vida, um dia em que o tempo parou. E quando digo que parou, é no sentido literal da palavra. Não haviam preocupações ao horário, era madrugada, e tão quanto se no outro dia havia um compromisso importante. Mas levando em consideração a data, talvez hoje o texto escrito seria outro. Mas pra que ficar pensando nos "se", se realidade é outra agora...

Na página deste blog tinha uma citação que dizia que "o tempo é uma invenção de homens nervosos", deve ter sido mesmo pois os grandes devaneios de pessoas importantes sempre citam que não importa o quanto durem os momentos, desde que eles tenham sido intensos, profundos e reais.

Não posso e não devo falar em nome de outras pessoas, mas de todos os momentos, desde aquele 19 de setembro, são de grande valia as experiências, os aprendizados e, acredite, as consequências de atos impensados. Um dos bons exemplos é a criação deste blog que "viveu" comigo todos esses momentos.

O problema não é o tempo, é a mistura de sentimentos que ficam, são as marcas profundas e a busca incansável de respostas... Será mesmo que eu tenho uma espécie de deficiência cerebral que não entende o óbvio? Ou será que devo acreditar na frase que me dizia: "Eu sinto que tem que ser com você!"

O problema é que diante de tudo, de todas as verdades eu ainda penso, e pior de tudo, penso sozinha. E se existe um você lendo esse texto, não pense que é melancolia não, tão quanto desejo um "ÔÔÔÔ é sempre assim!", porquê tais expressões eu conheço de cór, o problema e as frases que desejo ouvir vão além disso.

No geral é sempre assim, não há verdade no que não há vida, as flores de plástico não morrem!

Cara Velente


Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mau-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração
Olha lá, ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
(Marcelo Camelo - Voz: Maria Rita)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Amor Ampulheta


"- Te amo. Incondicionalmente.

- Também te amo.

- Mentira!

- Ah, é?! Por quê?!

- Se não é mentira, então me explique esse amor! Estamos a mais de dois anos juntos e você continua cometendo os mesmos erros. Me explique esse amor que esquece o dia em que "nasceu"!

- É... Hum... Deixe-me ver...

- Viu?! Nem consegue explicar!
- Pronto!

- Pronto o quê?!

- Quer ouvir a explicação ou não?

- Quero. Fale.

- Já nem conto mais quantos meses e anos temos de namoro, pois não trato nosso amor como um calendário determinado. Nosso amor é eterno, belo, indubitável. Ele é como uma ampulheta humilde, embora feita do mais raro cristal, com seu corpo completamente preechido pela areia divina, em ambas as partes, ou seja, não importa de onde você olhe, o tempo não passa, uma vez que nosso amor está, e sempre estará, preenchido pelos grãos que sustentam o paraíso...

... - Indubitável?! De onde foi que você tirou essa palavra?!

- Boa pergunta..."


(Desconheço a autoria)




Uma vez tentou-se não amr.
Faltou ar.
A sede se fez companheira.

O arredor secou, mais repentinamente do que o repente.
Pois o amor é o oxigênio da alma:
Invisível ao olho nu.
Essencial à natureza humana.

A umidade, parte da água, a essência do existir (ser).
O amor é duramente maleável:
Maleavelmente seguro.
Inquestionavelmente
Único.

Depois que se ama,
Tudo está feito.
Ao menos para mim,
Desde já, é assim.
Entendi o amor que sinto.
Tudo está feito.

Amo.
Amo-te.
.
O primeiro post dedicado à ti, Sofia!

sábado, 13 de setembro de 2008

Zero


Já entreguei muitas pérolas a porcos:
diamantes, brilhantes, ouro, minhas jóias.
E recebi em troca bistecas, pernis, lombos,
tudo quanto foi carne extinta num momento,
em troca das minhas riquezas de tanto tempo
(as vezes aconteceu de eu receber nada).
Mas isso é da vida
muitos também já me ofereceram pérolas
quanto tudo o que eu queria era lavagem:
comida farta, tosca, empanturrante
(tenho os meus dias de suína).
Mas isso é da vida.
Só que, conforme passa o tempo,
eu cada vez me empenho mais
em oferecer as coisas certas a quem de direito
e as erradas a quem de fato.
A César o que é de César,
aos porcos o que eles mereçam
e a mim a melhor parte:
eu mesma, satisfeita.