segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Orkut e seu fim!

"... Acabou, boa sorte."

A muitos e muitos anos atrás, quando meu amigo Marcos um dia me disse que estava virando febre uma rede pessoal e muito simpaticamente me mandou o convite para que eu "adentrasse" a essa mundo virtual, eu não imaginei que o dia que ele chegasse ao fim fosse tratado como uma decisão muito séria.

Mas foi.

Foi pelo fato de ali estarem algumas pessoas que eu não vejo a algum tempo, por ter pessoas que passaram em minha vida e aquilo era uma forma de "manter contato".
Mas pensando bem, o que é o Orkut? Pra mim, é uma forma que as pessoas encontraram para mostrar e dizer algo como: "-Olha como eu sou feliz.", ou "... -Eu verdadeiramente sou uma pessoa sociável, na minha página tem 999 pessoas.".

Na minha tinham 307, para quantificar os fatos, e posso garantir que esse manter contato era com aproximadamente uns 30, ou seja, nem dez por cento da população que ali vivia sorrateiramente.

O orkut não substitui uma ligação, não substitui uma visita em casa ou mesmo um passeio de reencontro. Não substitui um olhar sincero e até mesmo um e-mail de bom dia, para não sairmos totalmente da tecnologia. Até  gosto da tecnologia, mas não para esses fins. Não mais, sinceramente.

Eu não quero mostrar pra mais ninguém que não convive comigo se eu to bem, se eu to mal, se eu to namorando ou se estou solteira, pegando ou sendo pegada. Assim como também não quero sucumbir ao desejo de saber se estão namorando, solteiro, pegando ou sendo pegados, se é que me entende. Não é da minha conta, e nem da conta de ninguém.

E se algo nas palavras acima levar ao leitor a pensar que agora decidi viver sozinha e isoladamente, muito pelo contrário, ainda me preocupo com as pessoas que amo, só não quero estreitar nenhum relacionamento por uma página onde nem sempre o que está ali é o que é real, até pelo contrário, frases como "Eu nunca te amei idiota" (uma das últimas que li antes de deletar o perfil), normalmente querem dizer "Alooooou... eu to aqui com meu coração transbordando de amor e só queria que você voltasse", dentre outras que todos nós sabemos que é bem verdade o que eu estou escrevendo.

Também não é nenhuma apologia contra o Orkut não, só encheu o saco. E nem saco eu tenho.

No mais, o blog por enquanto me basta, porque aqui sim eu posso ser eu, porque eu sei que poucas pessoas andam passando por aqui ultimamente e eu to querendo tirar um pouco as teias de aranha que ando vendo, ao postar.

"O fim é belo e certo, depende de como você vê."
Fernando Anitelli

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Das Sensações Daqui de Dentro

Sabe aquelas coisas que simplesmente não cabem?
Pois,
..simplesmente não cabe!
E se a pergunta e a afirmação te põe tão em dúvida quanto eu estou neste momento, ótimo!
Talvez seja essa a intenção.
Perguntas que não cabem...
Respostas que não cabem...
Afirmações indevidas...
Conclusões precipitadas!
Se evaporo como gotículas de água exposta ao calor, talvez em primeiro momento eu cause aquela sensação do vapor que incomoda a pele... Mas passa e depois de um banho tomado a sensação cai no esquecimento... Mas ela ressurge, porquê os fenômenos naturais são constantes e repetitivos!!! Ela quem??? Essa sensação de ressaca mal curada, esse nó e a falta de borboletas e borbulhas no estômago.
A nau navega  em águas tranquilas... enquanto deseja uma grande turbulência!

domingo, 31 de janeiro de 2010

As Coisas Que Só A Gente Vê!

"- Não... Essa é a verdade que você quer ouvir."




No caminho distante, percorrido por um cenário repleto de cores, sons e sabores, percebo-me com uma nova perspectiva sobre As Coisas Da Vida. Sim, aquelas Coisas que só você sabe, que só você conhece e principalmente: que só você vê.

Existe um espaço vago, oco e escuro sobre o que de verdade uma situação representa no contexto geral e a forma que você a percebe. Normalmente as pessoas tendem a acreditar naquilo que elas gostariam que fosse verdade, pelo menos a primeira vista. Eu sou assim e tenho absoluta certeza que você também é.

Só que nessa de acreditar no que se quer acreditar acontece à separação dos dois grupos distintos: os que permanecem dentro da Bolha da Mentira Surreal e os que saem dela, batem à porta e Paga Para Ver. Vivo oscilando... hora com o pé cá... hora com o pé lá.

Afirmo: Não! Não é fácil Pagar Para Ver. Não... Não mesmo! E como é cientificamente comprovado que o cérebro humano não aceita o “Não” a complexidade da Coisa complica um pouquinho mais. Pagar Para Ver exige uma aceitação inicial de que Tudo Pode Mudar e toda vez que a mudança é introduzida gera um certo desconforto, muitas vezes capaz fazer com que a pessoa mude de ideia, e que você pode não gostar muito do que vai ver, coisas do tipo, você fez papel de bobo na multidão... Só você via paixão... Só você acreditava que ia receber aquele telefonema no meio da tarde vazia... Você acreditou no seu auto-projeto sem se dar conta da máxima que diz As Pessoas Não Mudam!

Pois é... As Coisas Da Vida... Essas Coisas que me fazem escrever tantas e tantas vezes sobre elas. E como Pagar Para Ver? Depende, usando a Teoria da Relatividade. Você pode pular e ver se o abismo é realmente tão alto quanto você imagina. Você pode sorrateiramente ir dançando como quem não quer nada... Sussurrar no ouvido, dar leves beijos no pescoço e receber o convite: “Vem comigo?”. Você pode pegar o carro numa manhã e perceber que, ao ele entrar no carro, o encanto se quebrou e toda aquela história não passava de estórias, ou melhor, Contos... de Fadas ou de Bruxas.

Permanecer na Bolha da Mentira Surreal é o oposto, óbvio, porém com apetrechos, parafernalhas e um conjunto sórdido de entrelinhas, sub-entendimento, meias palavras e meias verdades. É como se aquela “verdade” fosse necessária, pois é ela que te impulsiona oxigênio para o pulmão te fazendo sentir vivo, o que na verdade é um grande engano, pois você se omite e se esconde atrás daquele espelho enganador da imagem que não é você.

Você pode viver no mundo dos sonhos e desejos, ou pode sentir o que é sonhar e desejar aquilo que é real. A escolha é sua! É minha! É de quem a Coisa pertence e só, somente só, a ela.



Porquê quem gosta de jardim mal cuidado não são borboletas... São mariposas!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

E é Ano Novo....


Contagem regressiva... Queima de fogos... Espumante. Muitos abraços... muitos votos de felicidade... enfim, o tal renascimento dito em belas palavras por Drummond. E mais uma vez digo e repito, acho impressionante o que uma noite faz na vida das pessoas, como se 2010 fosse "a promessa" do novo, do diferente, das mudanças, das conquistas e reconquistas, do novo amor, do emprego, das dietas rsrs*

De praxe é comum em dias como esse fazer uma "retrô" do ano velho e a perspectiva do ano novo. No meu caso o ano foi bom. Sim... foi bom. Não encontrei o amor da minha vida, não emagreci os quilos desejados, não mudei muita coisa e as conquistas profissionais foram gratificantes. É em afirmações como essa que percebo que a promessa do novo e do melhor não deve ser feita apenas aos 45 minutos antes do fatídico momento de cantar a musiquinha: "..Adeus ano velho...".

Sem muitas palavras porquê qualquer coisa a ser dita torna-se extremamente redondante, e como já disse antes meu ano novo começa no dia 19, aos que passam por aqui para dar uma espiadinha um ótimo 2010. Que as suas promessas não se percam ao longo do ano... mas que elas ganhem força e concretização... e que todos os dias elas sejam renovadas... Assim como a fé que move montanhas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dois Quartos...


"O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você"

Ao som dela percebo que a música certa, pro momento certo é essa... A brasa que me queima, os pedaços no chão, o coração consumido de um amor que mais ninguém viu... O rosto fechado sem sentir, a distração dos sentidos... A tentativa em vão de abrir novas flores no jardim que hoje não oferece piso fértil a quem tenta cultivar... Quem é você?... Quem é você? Quem sou eu? (...) Quem sou eu no meio de toda essa insegurança ingrata e infiél? Quem sou eu em meio a toda essas frases soltas e perdidas em confusão. Não me conheço. Não me conhecem... Não deixo-as conhecer... Palavras... Palavras... Repetidas, destorcidas. Palavras minhas, palavras suas...


"Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz..."

No meio disso tudo, obrigado por me dar a trilha sonora pra esse momento...

"...escuto um silêncio que há em mim e basta... Outro tempo começou pra mim agora. Vou deixar a rua me levar."
Nas Ruas de Outono os meus passos vão ficar...

domingo, 13 de dezembro de 2009

{Des} Amor

E aí você some...
Some como o vento forte que cessa do nada. Some como as nuvens do céu que abrem espaço para a luz do sol brilhar... Some.. Simples assim.
E a vida continua seu ciclo, ela não pára. Os sorrisos na rua, as novas músicas embalando momentos, nova tecnologia, novas notícias... Realmente o tempo não pára!
E eu?
Eu uso meias palavras, palavras inteiras, palavra repetidas. Eu as uso na ânsia de que sejam lidas e compreendidas. Eu as uso para expressar alegrias, felicidades, conquistas, ansiedade. Perdas, frustrações, delírios e loucuras.
As palavras me perseguem, os pensamentos não me deixam em paz. Nas noites frias é o seu nome que me "assombra"... nas de calor é sua ausência que nada me refresca.
Me dou tempo! Te dou tempo... Pra quê? Buscando o quê? Nem eu sei... A cada toque de celular o nó aqui dentro na esperança hipócrita de que seja você. A cada novo email recebido, o desejo de ter no remetente o seu nome lá, gravado! O tempo corre, demais. E eu to ficando cansada de falar do tempo, de esperar um tempo... de dar tempo ao tempo.
E sabe o que é pior de tudo isso? É perceber que está sendo em vão. Sim, em vão! Sabe o porquê? Por que se é verdade a máxima de que eu te conheço, sei bem que você prefere o braço seguro de quem nada te conforta ao invés de me dar a mão e deixar que eu te leve aos céus... Como bem sei fazer!

Nesse momento, nem eu sei o que sei, não sei o que quero porque está tudo muito confuso aqui dentro. Tento me silenciar, me calar, me distanciar. Mas pra quê isso tudo se o pior de todos os laços contigo esta gravado a ferro e fogo dentro de mim. A marca lateja em meu coração. Ela dói demais, ainda mais por ter uma lembrança tão viva e infelizmente, tão ímpar.
Se não bastasse todas as lembranças, todas as palavras ditas e escritas, alguém lá em cima brinca comigo e me manda "você" e sua semelhança para perturbar ainda mais a minha cabeça. Pra me fazer encarar uma pessoa do nada e fazer com que ela pense que sou louca. O que no fundo, talvez não seja mentira.
Não adianta falar de amor, não adianta fazer promessas... Você olhou em meus olhos, sentiu meu beijo e a resposta de meu corpo ao seu. Me trás você, ou me tire de uma vez... Ajuda-me, por favor, a esquecer esse amor. Se ele for só meu!

Na sala vazia...

O amor utópico...
Os sentimentos guardados...
O desejo insano e incontrolável...
O querer mais que bem querer!
Nós, pobres mortais sujeitos à todas essas intensidades da vida.

Quero e não quero.
Amo ou não amo.
Eu as vezes amo profundamente...
em cinco segundos odeio armagamente.

Mas será mesmo que o doce e o amargo do amor caminham
juntos pela linha tênue que os separam?
Enfim... caminhando ou não é assim que eu me sinto, presa e na corda bamba.
E pelo visto não sou só eu!
Segura a minha mão, aceita meus carinhos em tardes vazias n'um retorno rotineiro.
Pois são sinceros e querem te dar força...
Pra continuar caminhando pela estrada de tijolos amarelos.

Amo.
Incondicionalmente.
Simplesmente Amo.
Um comentário que virou post...

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Casamento da Minha Melhor Amiga


"Amor não é olharem um para o outro. mas sim olharem ambos numa mesma direção."
(Antoine de Saint-Exupéry)


Ontem, 05 de Dezembro de 2009, eu estava presente em uma cerimônia onde duas pessoas que um dia se encontraram por acaso estavam passando, talvez, pelo mais importante rito de passagem: o casamento.

Essas duas pessoas não eram pessoas qualquer... Era a minha melhor amiga (meninas, não se ofendam ou achem que gosto menos de vocês... por favor!), era a minha cúmplice, a minha confidente, a minha companheira, minha irmã que Deus permitiu a escolha... A pessoa que me fez acreditar depois de tantos anos em amizade verdadeira e seu noivo, aquele que eu já cheguei a não ter tanta simpatia à algum tempo, mas me fez ver que atrás desse grande (grande mesmo) homem com cara de mau, existe uma pessoa cheia de sentimentos e um amigo que passo-a-passo passei a gostar. Eu estou falando da Fê e do Défa... Tá bom, ontem apresentados como Fernanda e Jefferson.

Posso ser suspeita para falar deles, Ok!, mas mesmo assim arrisco alguma coisa. Ontem a cerimônia estava perfeita, ao som da marcha nupcial tocada por trombetas, a noiva mais linda, acompanhada pelo seu pai, atravessou aquele percurso sobre um tapete vermelho digno da vitória a qual ambos estavam conquistando. Não acompanhei toda a história, em dez anos, de perto, mas nos últimos cinco anos eu estava lá presente... Na alegria e na tristeza, afinal, amizade também é uma promessa feita sem palavras.

Foram diversos episódios das quais muitos eu não lembraria para citar, e acredito que a essa altura do campeonato já não tenham mais tanta importância, que marcaram uma mudança radical na vida de ambos... O mais importante disso tudo, é que apesar da "pausa" que tiveram nesse amor, eles um dia se olharam e perceberam que existia amor capaz de superar isso tudo.

O intuíto desse post não é dizer o quanto a Fê é especial, porquê disso ela já sabe, é apenas desejar que eles sejam muito felizes... Que tracem juntos a linha do tempo que os fará construir uma família abençoada. Que se algum dia tiverem dúvidas do amor um do outro, que olhem para trás e percebam o quanto lutaram (literalmente) para ficarem um com o outro.

A certeza que nada mais será como antes é fato, mas eu não sou egoísta ao ponto de não desejar isso, que é o essencial, a eles porquê não andaremos mais tanto pelos mesmos caminhos, a bifurcação chegou, mas isso não impede que um dia as estradas voltem a se encontrar em outras situações...



Sejam MUITO Felizes!!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Uma constante e variável forma de se pensar...

" Posso não saber o que quero...
Mas o que não quero, sei muito bem!"

Com o tempo nos tornamos mais exigentes, em todos os sentidos. Tudo passa a ser mais criterioso para que haja aceitação e há também o fato de que os gostos mudam. E como mudam! Se parar para pensar nesse processo de mudanças, eles começam lá atrás, quando deixei de querer usar as roupas que minha mãe queria que eu usasse, ou o corte de cabelo tigelinha daquele cabelo preto, liso e escorrido... Ter o meu gosto, a minha opinião, minhas vontades.

Não se torna exigente sem conhecer e é para isso que existe a experiência, a curiosidade do novo, a ousadia e até mesmo os empurrões. Ousei um dia saber até onde eu podia ir e descobri que posso ir muito longe, por horas e horas, incansavelmente, destemidamente até chegar no destino proposto e, as vezes, além dele. Descobri que nesse caminho toco estrelas, deslumbro ceus e provo novos sabores. Percepções ao novo... Hoje, prefiro guaraná à coca-cola, entende? Literalmente e figuramente falando.

Junto com esse processo de mudanças e definição de gostos, acabo montando a minha personalidade e o modo que sou vista perante minhas ações, atitudes e escolhas. Posso me colocar em diversas situações... Festas, barzinhos, baladas, empresas ou qualquer outro lugar que nele habitam seres humanos. Definitivamente, você é aquilo que constrói para si. Se eu me colocar em uma posição porra-louca, é nela que as pessoas irão me ver... Se me colocar na posição careta, também é nela que as pessoas irão me ver.

Pai, irmão, mãe, baladeiro. Certinho, bonzinho, legal, chato, "dado", quieto... Enfim, é a sua imagem! E tudo o que fica exposto está sujeito a uma série de prós e contras. Está sujeito ao sol, calor, ventos, brisas... Relâmpagos e tempestades. Diversas situações que podem te fazer querer permanecer por simplesmente fazer bem, ou querer mudá-la por certo incômodo ou porquê simplesmente você não suporta mais aquele reflexo no espelho, que mesmo mudo, grita e anseia por mudanças radicais, te faz uma cobrança cega sobre tantas coisas que você deixa passar, mas não deveria. No meu caso, eu perdi o meu medo da chuva, parafraseando Raul.

Filosofias baratas divagam sobre auto-aceitação. Eu discordo de certas teorias por acreditar, tornando-me redondante, que você cria a sua imagem com aquele pacote recheado de complexos, dúvidas, desejos retraídos e um monte de "se's" contornando a embalagem. Acredito, sim, em mudanças e que possamos radicalizar em determinados comportamentos, desde que não se perca a essência e desde que você não mude para agradar ninguém, além de si mesmo.
Não é dizer sim para tudo e tão quanto não para tudo, é saber o que se quer, onde se quer e como quer. Ter opinião e defender seus valores. Traçar aquela linha reta com os objetivos e olhar para frente focando a meta. Se olhar para trás, que seja apenas para aprender com o que se foi, mas não para ficar preso no passado. Lembrando que pensamentos sem ações, são apenas pensamentos...