Um ano, hoje, sem você...


"And I'd give up forever to touch you

Cause I know that you feel me somehow

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

Cause sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight"


Hoje eu senti sua falta como nunca havia sentido antes.

Hoje eu poderia tocar o silêncio fúnebre que estava em meu coração e ficar durante muitas horas o acariciando e olhando-o com pesar.

Hoje eu reabri o meu baú, aquele mesmo que eu tinha jogado a chave fora e jurados aos mil deuses que jamais o reabriria. A minha caixa de pandora. Revivi cartas, históricos, músicas... e pior, imagens. Nelas você sorria, nelas você me olhava com paixão, nelas eram você e eu, apenas.

Pude sentir novamente a paixão que havia sido enterrada a sete palmos e como um fantasma maldoso, ela veio me assombrar. Ela veio sussurrar em meus ouvidos que você hoje não está mais comigo, que você ao menos pensa em mim. Que sorri a outros olhos, que beija outra boca, que jura teu amor, aquele que um dia você disse ser só meu, a outra pessoa.

Ao som de Íris, escrevo essas palavras com os olhos embargados em águas que me queimam por dentro. Elas descem pelo meu rosto com um monte de "se's" e "por que's" anexados.

Quando eu jurei por Deus te esquecer, eu traí a mim mesma, eu traí as minhas promessas e fui fraca ao ponto de te deixar escorrer por entre meus dedos... Te vendo partir sem olhar pra trás, sem ao menos se perguntar que tipo de amor existia em você que se permitia dar o primeiro passo de uma longa estrada sem mim.

Fico as vezes me perguntando se estás feliz, se existe amor em você e se esse amor te completa. Porque dentro de mim existe a sua ausência escancarada, existe teu cheiro ausente, existe as nossas conversas mudas, existem as juras que não foram feitas e as músicas que não foram dedicadas. Existe você, inteiro.

Lembra aquela expressão: "To Fall"... Ela ainda existe em mim... e em você?
"Quero você inteiro e a minha metade de volta"

Rótulos


"Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

(Poesia de Álvaro de Campos)


Definir uma situação, um momento ou uma pessoa é o mesmo que rotular e permitir que elas só tenham uma única forma de ver, pensar e agir. Dar forma ao que pensam, definir um presente e a partir daí se construir um futuro.

Será??? Sem se lembrar das mutações, das redefinições, dos pré-conceitos, preconceitos e pós conceitos. Tudo está mudando, sempre, e então, por quê me definir? Eu, por exemplo busco apenas momentos de felicidade. Se uma hora eu escuto The Police, na outra posso ouvir Beyoncé sem nenhum problema. E daí? Se tem dias que eu prefiro bolacha de morango ao invés de chocolate? Ou melhor... ou pior, sei lá, se um dia eu já gostei de pagode e chorei ao som de "Lua Vai"??? Tá... ta bom, eu sei que isso não deveria receber certa dignidade, mas enfim foi uma época que eu ouvia pagode sim e não era pagodeira, não me classificava como tal e não saia usando calças com "boca de pizza" ou muito menos namorei um menino com o cabelo da cor do cabelo do Belo.

Eu sou inclassificável. Quero dizer, nada pode ser deveras rotulado. Dia após dia me deparo com mais e mais esteriótipos formados e exigidos por uma mão invisível. Como patricinhas, emos, loucos... enfim. Rótulos de todos os tipos. Não acredito neles e não me encaixo em nenhum deles. O homem é um ser extremamente multifacetado, multiétnico, multicores, multitudo! Impossível classificar pessoas tão diferentes, por mais que pareçam iguais. Cabelos lambidos para o lado, roupas, tatuagens não definem personalidades.

Reflito seguidamente sobre o tema: o que é ser louco? Louco é o rótulo mais conhecido, mais comum, e será sempre rótulo. Os emos sairão de moda, mas os loucos estarão sempre lá. Até onde vai o limite da razão? O que é ser normal? Tudo uma questão de padrões. De ideais de ser humano pré-estipulados por uma sociedade à procura da auto-aceitação.

Usei, durante muito tempo, na descrição "quem sou eu" do orkut a seguinte frase: "Quem se define, se limita"; e acredito na força da expressão. Se limitar pra quê? No meu livro particular da vida, há também as novas histórias, os novos conceitos e os preconceitos antiquados se desprendendo de mim. Novos olhares sobre a perspectiva de felicidade alheia. Sim, percebo que cada pessoa tem uma visão diferente de felicidade onde o ser e o estar possuem significados distintos. Não se conjuga o verbo ser, na primeira pessoa do singular, no futuro.

Vamos ser abertos e ter conceitos provisórios. Ahh!!! Por enquanto, estou pensando assim, estou fazendo assim, mas amanhã não sei. Garantia, eu não tenho de nada. Sei lá se amanhã vou ver o mundo diferente. Também não estranhe, se vc pensar diferente dos outros. Não estranhe a estranheza dos outros...


"Eu contenho multidões." (Whitman)


Em algum boteco... uma música por aí...




"Você que tanto tempo faz
Você que eu não conheço mais
Você que um dia eu amei,demais
Você que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade
Você que ja não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você que até hoje eu não esqueci
Você que eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade aqui em mim, você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que ja não lhe dou
Fui tanto pra você
E hoje nada sou"
(Você - Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
O frio no quarto... A imagem turva... Os Sentimentos torpes... Pensamentos Confusos... Busca desenfreada de um por quê... A falta... a Ausência... O perfume... O toque... Anseio... Querer maior que o não querer... Lembranças...

Tata's Birthday


Em todo tempo ama o amigo, e na angústia, nasce o irmão”. (Provérbios 17:17)


Um dos elementos que mais aquece e apascenta o meu coração se chama: uma amiga.

Uma pessoa carregada de valores, sentimentos e construções interiores que, ainda que se identifique comigo em várias questões, permanecerá única e diferente de mim, em muitas outras coisas. Fantástico isso!
Dois universos que se ajustam harmoniosamente… e que por se relacionarem entre si, vão sendo profundamente enriquecidos pelas histórias pessoais compartilhadas, sem medo de ser feliz.
Pelas crises e conquistas, desgastes e restaurações, perdas e ganhos, vão aprendendo a superar todas as coisas juntas, uma com a outra, uma pela outra.
Duas flechas polidas, polindo-se. Duas flechas polidas traçando seu caminho próprio, sem perder a direção e o senso de destino particular a cada uma… sem perder a linha de chegada, nem a identidade.
Um amigo não precisa pensar sempre igual a mim, não precisa sentir sempre igual a mim, não precisa concordar sempre comigo. Pelo contrário! (Ainda bem…)

Porque, se um amigo revelar outro modo de pensar e encarar uma realidade, então terei minha visão ampliada… Se um amigo abrir seus sentimentos sem esconder sua verdade, então, serei enriquecida. Se um amigo discordar de mim, e até mesmo discutirmos com honestidade e respeito nossos pontos de vista, então, sairei deste confronto mais quebrantada e mais curado, mais humilde e mais fiel, mais situada na realidade da vida. E a força de nossa amizade será maior. Seremos mais amigos, certamente.
Peço a Deus, Tata, que te abençoe e guarde, que Ele também te conserve essa pessoa maravilhosa.

Hoje, além do óbvio que é felicidades, desejo-lhe sabedoria para dicenir o certo do errado e força para sempre fazer as melhores escolhas.

Feliz Aniversário!!!
Maio. 16/2009

Desejos


Dos desejos que carrego na alma, alguns deles possuem tangência.
Muitos podem se tocar, sentir, ouvir, afagar...
Mas o principal de meus desejos, aquele que carrego dentro de mim, não se toca.
Não se ouve. Não se vê.
Desejo quase sempre o inexplicável e mesmo sabendo não poder desejar, ainda assim, desejo.
Desejo sentir seu olhar nos meus, com a mesma ligação dos olhos de um felino, em busca de sua caça...
E que nesses olhos, eu consiga perceber reciprocidade do "querer"...
Desejo poder passar horas, nesse mesmo olhar, tentando descobrir os pensamentos que o acompanham...
Desejos saudosistas esses, eu sei... mas mesmo assim... desejo...!!!!
Desejo...





Engano Revelador


“O ato falho denuncia desejos que estão em nossa mente, porém ainda não passaram para o plano consciente”


Procurei buscar respostas ao que estava acontecendo. Por que estava em diversas situações falando, agindo ou entregando uma série de coisas que talvez nem eu mesma soubesse que existia, ou queria. Por exemplo, essa semana eu estava no caminho da faculdade, quando dei por mim já tinha passado dela alguns quilômetros... e o porquê isso aconteceu? Fato! Eu não estava com vontade alguma de entrar naquele ambiente e me deixei levar por alguns instantes pelo meu inconsciente. Um autoboicote.

Freud (1856-1939), percebeu a importância dessas ações e as chamou de atos falhos, ou seja, atitudes inconscientes que acontecem em nosso dia-a-dia. Quase tudo, realmente, Freud explica...

Se você já assistiu O Diário de Bridget Jones nota que o sucesso do filme vem justamente por brincar e dar um tom espirituoso às neuroses e auto-sabotagens de sua heroína: uma mulher de 30 anos que, enquanto conta calorias, procura um namorado legal e tenta parar de beber e fumar. Quem não se identifica com a listinha de resoluções de Bridget para melhorar sua qualidade de vida? Ali está, por exemplo, “não vou me interessar por nenhum dos seguintes tipos: alcoólatra, workaholic, homem com horror a compromissos, os que têm mulheres...” ou “vou sair da cama assim que acordar, ser mais segura, ser mais firme...” Será que ela conseguirá atingir seus objetivos ou procurará subterfúgios para se sentir melhor? Irá se auto-enganar?

Torna-se aceitável as teorias de que sem as mentiras que contamos a nós mesmos, a vida seria muito dura e sem encanto. Até que ponto pode chegar um homem na dissimulação interna e no auto-engano necessários para apaziguar a mente e garantir uma convivência harmoniosa consigo mesmo?

O auto-engano só será completo e perfeito quando for um ato não planejado. Por isso, basta ficar atento aos resfriados, esquecimentos, atrasos, namorados problemáticos...

Music in moment


O que não se pode explicar aos normais...

Sobre o amor, e o desamor, sobre a paixão.
Sobre ficar, sobre desejar, como saber te amar?
Sobre querer, sobre entender, sem esquecer.
Sobre a verdade e a ilusão.
Quem afinal é você?
Quem de nós vai mostrar realmente o que quer...
O coracão nesse furacão, ilhado onde estiver.
O meu querer é complicado demais,
Quero o que não se pode explicar aos normais.
Sobre o porque de tantos porques...
E responder,
Entre a razão e a emoção
Eu escolhi você!



Há sempre uma incógnita ao leitor...

Como eu já havia dito em outras épocas, para outras pessoas, talvez a mesma música se encaixe a mais de um momento, a mais de uma pessoa... Mas sempre com um significado diferente.

Essa por exemplo, é para VOCÊ, que de uma forma sem explicar, sem entender e ainda meio sem querer preenche espaços ímpares. Momentos que tenho contigo que jamais tive com outra pessoa.

Único!


Ever thine...
Ever mine...
Ever ours...
あなたは私を幸せにする

Percepções...


"O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Contudo, a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada de pressupostos político-ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber. "
( Wikipédia)
Aprendizados, passos novos, passos reversos, passos para trás. Com o tempo percebo mais e mais que sim, a vida segue seu ciclo e que não adianta tentar apressá-lo ou regredí-lo. Observei um grupo de amigas no cinema, assistindo Noivas em Guerra, e me lembrei do meu tempo de adolescência. A falta de companhia me fez atentar, por mais feio que isso seja eu sei, à conversa delas. O dilema era que uma das três, a que havia comprado o convite do filme, comprou legendado e uma delas achava difícil ler e ver o filme, quanto que a outra, nem tão mais velha que a primeira, acredita que ver o filme legendado agrega conhecimentos em inglês... sim, ela usou a frase desse jeito e não acredito que ela estava forçando para parecer uma pessoa "cult". A terceira era neutra, porquê ela fazia curso de espanhol.

Três meninas no mesmo universo, inseridas no mesmo contexto, mas com pensamentos distintos. Dá para notar que das três duas pensam, já, no futuro e a outra curte o momento e as facilidades da vida. De onde vêm isso? Do mundo real competitivo que vivo, da curiosidade humana em aprender sempre, ou de como sempre existirá no nosso meio pessoas que apenas seguem o ritmo da banda?

As três perguntas no fundo estão relacionadas, porquê as coisas que aprendemos e que somos é construída dia após dia, com influência externa e interna. Vivências, conselhos, tropeços. Quem me diz que aprender uma cultura, língua e pessoas de diferentes nacionalidades é importante? Pais, amigos, professores... e também a percepção de que o mundo está sempre em processo de mudança e sempre exigindo mais de você.

Mais como mulher, mais como profissional, mais como amiga, mais como filha...

Buscar incansavelmente ser melhor em tudo... sem se esquecer é claro, de buscar principalmente ser feliz!

Sete Pecados [Os meus]

Recebi esse Meme da Vanessa, do Fio de Ariadne.


Trata-se de falar sobre os SETE PECADOS CAPITAIS!

1) Gula: consiste em comer além do necessário e a toda hora;
2) Avareza: é a cobiça de bens materiais e dinheiro;
3) Inveja: desejar atributos, status, posse e habilidades de outra pessoa;
4) Ira: é a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor que, às vezes, é incontrolável;
5) Soberba: é caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente;
6) Luxúria: apego aos prazeres carnais;
7) Preguiça: aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.

Eis meus pecados :

1- Gula: Eu sofro desse mal em uma única coisa: Chocolate! Simplesmente não resisto ao sabores dessa tentação.

2- Avareza: Cobiça em si eu não tenho, eu tenho ambições particulares como ter meu carro, minha casa, do meu jeito, e estabilidade profissional e financeira. Mas isso decorrente de meu trabalho e esforço próprio.

3- Inveja: Quem nunca olhou um Vectra GT ao lado e desejou ter um igualzinho? rs* Invejas passageiras as vezes passam por mim, sim, mas passa tão rápido quanto veio. Cada coisa em seu tempo, e as minhas com certeza uma hora chegam.

4- Ira: Eu já vivi situações de ira master, situações que me cegaram e que a raiva que estava dentro de mim era maior do que qualquer senso de lucidez. Minha ira é uma caixinha de surpresas.

5- Soberba: Esse eu vou copiar da Vanessa: "Sempre que esse pecado toma conta de mim eu levo uma rasteira, percebo que só sei que nada sei, e levo uma lição da história..."

6- Luxúria: ui...

7- Preguiça: Eu AMO dormir, sou muito boa nisso. Em dias de frio, com garoa e aquele ventinho frio soprando pela janela... ela me domina!

Estão todos entregues, mesmo...

[In]Decisão


Presságios, prenúncios...

Alguém me olhou e disse que meu olhar estava triste, de alguma forma eu não soube explicar a tristeza, somente uma lágrima começou a se formar em meus olhos e rapidamente mudamos de assunto. Agora eu sei o aperto que vinha no peito, sobre aquele olhar, sobre esses olhos.

A areia da ampulheta é surpreendente, as vezes ela passa grão por grão, me fazendo ficar hipnotizada em sua frente, angustiada... na ânsia de que se abra um imenso buraco e dali passe todo o tempo... toda a areia. Em outras horas, a areia segue um ritmo frenético em seu cair e me aterroriza pela forma rápida que estão se passando os dias... o tempo... Aaaaa o tempo!

Uma sensação punk de Déjà vu, de placebos. De memórias de situações e da crença particular do que eu quero que aconteça.

Na verdade, o meu querer é simples demais...

Cada um tem suas limitações, sua necessidade de estar só e de parar para pensar. Você tem o seu, eu tenho o meu...

Mas quando houver disposição ao falar, ou pronunciar-se estou aqui.

Me olha nos olhos e me diz. Me diz o que passa, me diz o que sentes, me olha!

Me olha e saberás o que eu penso, porquê até hoje, só conheci o seu olhar que soube reconhecer o meu.

Recorde-se da parafrase "... e em tempo de chuva / que chova / eu não largo da sua mão..."

A minha está estendida, a decisão de segurá-la não cabe a mim...

Hoje é MEU dia!

Janeiro, 19 de 2009

Como eu poderia medir minha idade?

Pelas lembranças que trago em mim, da infância feliz e regada de cuidados e carinhos dos entes próximos?

Das memórias do meu primeiro dia de aula no jardim de infância, onde me lembro bem das lágrimas porque a "tia da perua" estava atrasada e eu queria muito ir pra escolinha (eu mal sabia o que eu estava plantando para mim aí!)?

De como eu ficava feliz quando meu tio (in memorian) me trazia um saco de chocolates e balas, só por eu ser a sobrinha preferida dele, e era criança ainda?

Lembrar da professora de pré, porquê de verdade essa é uma das pessoas que vão ser lembradas para o resto da vida.

O primeiro amor platônico...

O primeiro beijo! (e junto com ele o friozinho na espinha)

O primeiro encontro romântico...

As primeiras conquistas profissionais...

O ingresso na faculdade.

São tantas coisas para se lembrar, nesses 9.136 dias de vida, que mesmo se eu tivesse uma memória excelente não iria me recordar de todos os momentos. Mas em dias como esse, meu aniversário, eu sempre paro para pensar no caminho que as coisas estão seguindo. No rumo que muito coisa toma por si própria. Tem horas que me alegro e percebo que muita coisa boa foi alcançada, a máxima de construir seu castelo com cada pedrinha atirada é real em minha vida. Por outro lado, sempre tem aquele sentimento de que se eu tivesse tomado outra decisão a coisa teria um desenrolar diferente.

De qualquer forma, nem todos os moinhos são movidos a águas passadas, e é com esse pensamento que desejo a mim mesma, por ter a certeza de que mereço, toda a felicidade do mundo.

Presente

Ganhei do Blog da Andréia Santana o Selinho abaixo:

Minha querida, muito obrigado. Repasso a todos os leitores do meu Blog.!.!.!

PS: muitas vezes, minhas palavras também me deixam de pernas para o ar....


...É só um vento lá fora...


Someone told me long ago
There's a calm before the storm
I know
It's been comin' for some time
When it's over, so they say
It'll rain a sunny day
I know
Shinin' down like water
I wanna know
Have you ever seen the rain?


Credence nos fones, mais uma das muitas músicas que constitui o cenário de minha vida, dias calmos antes da chuva, dias com aquele ventinho frio soprando nos meus ouvidos um sinal de alerta, indicando perigo.

Indícios...

A chuva forte se anuncia, os trovões estão a me assustar, os raios pouco iluminam minhas noites, mesmo diante de todo o seu brilho.

Em dias assim eu costumo me recordar demais das coisas, como estamos em início de ano é inevitável uma retrô pessoal, por mais que eu tente fugir das memórias do ano morto, elas sempre estão lá.

Todo dia 01 de janeiro, eu fico a observar as pessoas, esse 01 não foi diferente, a praia é um cenário encantador, principalmente a noite quando a lua se encontra com o mar, quando aquele vai-e-vem frenético das ondas deixam somente um rastro branco diante da imensidão escura a frente. Se eu pudesse ficar ali, sozinha, sentada observando esse movimento alucinador, o que pensaria?

Poderia pensar no ano que passou e no que ele deixou em mim, pensar no quanto ele foi bom e nas coisas que ele me trouxe como aprendizagem.

Pensar nas coisas que aconteceram, nas boas e nas nem tão boas assim... Nos momentos de alegrias maiores e nas fossas dolorosas.

Pensar em pessoas, dessas eu não me canso de falar, que entraram, nas que sairam, nas que passaram tão rápido como vento a oeste mas que mesmo assim, deixaram suas marcas.

O tempo anda passando muito rápido, quando menos se espera já é ano novo novamente. Já é hora de pensar em faculdade, em responsabilidades meio esquecidas pelas duas semanas de festa.

E a vida segue seu fluxo, seguem as pessoas com seus destinos incertos, seguem...

E sigo, cá eu, como estou, sem saber pra onde, sem saber o que encontrar, hoje eu só quero que o dia termine bem.

Tempo de Respirar


Tem horas que, como qualquer ser humano normal, eu preciso pausar o meu tempo pessoal. Indiretamente isso acaba afetando pausar também minhas postagens, minhas visitas...

Tem horas que me faltam ar e palavras, respectivamente, e nessas horas eu fico torpe. É algo comparável ao uso desenfreado de uma droga que vicia, que te faz bem, mas que ao mesmo tempo te tira do chão e faz voar, te desinfla os pulmões, te dá alegrias para continuar, flutua, balança, envolve.

Chama-me a atenção ao fato das diferenças de situações, vista circustância de que em momento algum posso reclamar do que está acontecendo, das pessoas que estão entrando em minha vida e das que sairam definitivamente.

Das que sairam, bem, fica meu pesar. Já das que estão entrando, fica meu apreço, minha admiração de caráter, valores e sentimentos que eu achava que seriam incapazes de compôr características humanas. Pessoas maravilhosas, pessoas que acrescentam. Meu presente de Natal.


Se felicidade fosse verbo eu o conjugaria, como não é vai pelo verbo estar mesmo:

Eu estou feliz... Ele está feliz!!!!

Hoje é seu dia!!!!

Dezembro, 14 de 2008

Pow,

Pessoas entram em nossa vida, é fato. Mas é fato também que algumas delas passam e ficam somente em nossa lembrança. Outras vêm para ficar assim como você.

Em meio a tantas voltas e giros que a vida dá, sempre me surpreendo com a essência que cada pessoa me traz, durante esses giros encontramos muitas pessoas que nos marcam e que nos deixam alguma coisa especial.
Com você é assim... A gente se conheceu de repente, daquele jeito que somente a vida nos prepara, fruto da curiosidade em saber quem era realmente aquela pessoa tão especial e tão comentada em sala de aula, daí então o encontro que jamais esquecerei, as conversas, as confidências e as faltas de confidêncas, gostei da sua forma de falar, de agir, de me tratar, do seu olhar doce, sem comentar dos olhos mel mais lindo desse mundo.

Parafraseando um autor desconhecido:

"Ontem é história
Amanhã é mistério
Hoje é um presente"

Quem faz aniversário é você, mas quem ganha o presente na verdade são amigos como eu, que tem o privilégio de conviver contigo, porque você é uma pessoa pra lá de especial, obrigado por fazer parte de minha vida e ainda mais por ser um grande preciosidade pra mim...

Amo a lot! rsrs*

O [In]Esperado

"As estrelas brilham sem saber mas cada vez melhor
Pois foi só você aparecer todas desceram pra ver você brilhar de cor
O que mais chamou minha atenção sua expressão sutil
Isso eu já não posso esquecer porque não foi só visão o coração sentiu
A tenda da noite enche de sombra um sonhar vazio
Percorri tantas fontes até ver você sair do nada pros meus horizontes
Que a manhã pura e sã com as mãos de jasmim vá roçar seu rosto
Pro amor ardente despertar por mim
Deus é pai, vai saber se acontecer serei seu até o fim
E em tempo de chuva que chova eu não largo da sua mão
Nem que caia um raio eu saio sem você na imaginação"
Se acontecer - Djavan


Há momentos que devem ficar na memória, momentos que não podem ser apagados, que não podem ser substituídos... únicos.
Descoberta de palavras novas, palavras estas que podem até fazer parte do cotidiano, mas com um significado novo.
Intrigante... Provocante... Tentador.
Provida dos grandes "pecados do mundo" não me disponho as explicações, não ofereço respostas às perguntas que meu sorriso de bom dia está a despertar na curiosidade alheia. Nem tão quanto a aquele sonzinho de uma trilha sonora que está me entorpecendo aos poucos. Lembro-me então das frases de Fogo, Capital Inicial:

"Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto o calor do fogo
É tão certo quanto o calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Participo do seu jogo
Eu participo
Não consigo dizer, se é bom ou mal...."
É assim, acontece. Como pode acontecer comigo, com você, com todos.
Em um dia qualquer, sem hora marcada, sem premeditações de palavras, sem interesse, sem máscaras ou mentiras aparece um cenário novo, um personagem novo nessa grande peça da vida. Só que dessa vez, não é para atuar apenas como coadjuvante.

"Every time
Every mine...
Every ours"

Minha trilha sonora


Para quem me conhece, e quem me lê, não é novidade eu começar o post com um início de uma música. No entanto, eu parei para pensar em trechos que talvez definiriam minha vida. Aí vão algumas:

About-me:

"Você pode me ver do jeito que quiser/ Eu não vou fazer esforço pra te contrariar/ De tantas mil maneiras que eu posso ser/ Estou certa que uma delas vai te agradar/ Porque eu sou feita pro amor da cabeça aos pés/ E não faço outra coisa do que me doar/ Se causei alguma dor não foi por querer/ Nunca tive a intenção de te machucar." (Rosas - Ana Carolina)

Para a vida:

"Nós que passamos apressados / pelas ruas da cidade/ merecemos ler as letras e as palavras de gentileza/ por isso eu pergunto a você no mundo/ se é mais inteligente o livro ou a sabedoria/ o mundo é uma escolaa vida é um circo/ amor palavra que liberta/ já dizia um profeta..." (Gentileza - Marisa Monte)

Para relaxar:

"A barca segue seu rumo, lenta/ como quem já não quer mais chegar/ como quem se acostumou no canto das águas/ como quem já não quer mais voltar..." (Caminho das Águas - Maria Rita)

Para escrever:

"Solo de Piano: Bella's Lullaby de Carter Burwell"

Uma lição:

"If there's lessons To be learned/ I'd rather get My jamming words/ In first, so/ When your playing With desire/ Don't come running To my place/ When it burns Like fire, boy" Traduzindo: "Se há lições para ser aprendidas/ Eu prefiro obter minhas palavras atravessadas/ em primeiro, então/Enquanto você faz o seu jogo do desejo/ Não volte correndo para cá quando aí estiver pegando fogo, rapaz" (Sweet About Me - Gabriella Cilmi)

Pras pessoas com pouca simpatia sobre mim:

"Se você quer brigar e acha/ que por isso estou sofrendo/ Se enganou, meu bem, pode vir quente que eu estou fervendo/ Pode tirar seu time de campo/ O meu coração é do tamanho de um trem/Iguais a você, apanhei mais de cem/ Pode vir quente que eu estou fervendo" (Pode vir quente que eu estou fervendo - Barão Vermelho)

Fossa:

"Saí à toa nessa madrugada/ Sem saber porquê/ A noite daqui é tão linda e me faz me perder/ Penso num belo horizonte em poder te ver/ Sei que eu não tenho mais nada a perder/ Meu carro que não quer mais andar/ Essa noite que não quer terminar/ Onde está você meu amor?/ Eu preciso de um pouco de calor" (Um pouco de calor - Ney Matogrosso)

Choro com:

"Sometimes I feel so happy/ Sometimes I feel so sad/ Sometimes I feel so happy/but mostly you just make me mad/Baby, you just make me mad/ Linger on your pale blue eyes/ Thought of you as my mountain top/ thought of you as my peak/ A thought of you as everything/ I've had, but couldn't keep/ I've had, but couldn't keep" Traduzindo: "Às vezes sinto-me tão feliz/ Às vezes sinto-me tão triste/ Às vezes sinto-me tão feliz/ Mas na maioria das vezes você me enlouquece/ Baby, você me deixa louco/ Prolongue seu pálido olhar azul/ Imagino-te como o topo de minha montanha/ Imagino-te como meu cume/ Imagino-te como tudo/ O que eu tinha, mas não consegui segurar/ O que eu tinha, mas não consegui segurar." (Pale Blue Eyes - Marisa Monte)
Danço com:

"What are we suppose to do/ After all that we've been through/ When everything that felt so right is wrong/ Now that the love... is.. gone.../ There is nothing left to prove/ Now you still deny the simple truth/ Can't find the reason to keep holding on/ Now that love is gone" Dispensa tradução - (Love is Gone - David Guetta)

Eterna:

"Hoje contei pras paredes/ Coisas do meu coração/ Passeei no tempo/ Caminhei nas horas/ Mais do que passo a paixão/ É um espelho sem razão/ Quer amor fique aqui?/ Meu peito agora dispara/ Vivo em constante alegria/ É o amor que está aqui" (Amor I Love You - Marisa Monte)
Em suma:
"Eu admiro o que não presta/ Eu escravizo quem eu gosto/ Eu não entendo./ Eu trago o lixo para dentro/ Eu abro a porta para estranhos/ Eu cumprimento./ Eu quero aquilo que não tenho/Eu tenho tanto a fazer/ Eu faço tudo pela metade./ Eu não não percebo./ Eu falo muito palavrão./ Eu falo muito mal./ Eu falo muito./ Eu falo mesmo./ Eu falo sem saber o que estou falando./ Eu falo muito bem./ Eu minto" (Tudo pela Metade - Marisa Monte)


Muito mais a ser ouvido, muito mais para me inspirar, essas são apenas uma pequena amostra.

Tudo pela Metade

"O ciume é uma constrangida homenagem que a inferioridade presta ao mérito"
Quem nunca teve ciúmes que atire a primeira pedra. Eu, particularmente tive problemas pessoais com esse sentimento. Mas por que sentimos ciúmes? Este sentimento é movido por fatores emocionais: a posse e a insegurança. Junto à atitude possessiva, pode se encontrar os sentimentos de inferioridade e de rejeição, tudo isso, coligado ao medo de perder a pessoa amada... Amada?

Esses fatores são os culpados por esse inferno particular. E então? O que fazer? O primeiro passo é perder o orgulho e assumir que você é uma pessoa ciumenta.
No ciúme, as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas - decorrentes ou não do sentimento de inferioridade, ou sinceramente muitas das vezes, delirantes.

Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas. Daí que os sentimentos de posse, desamor e insegurança passam a ser irracionais.
E o que acontece? Principalmente na relação amorosa, a tendência é tentar exercer controle sobre os passos da outra pessoa. Começam assim as cobranças, as brigas e a vida a dois se transformando num verdadeiro inferno.

Afinal, sentir ciúmes é normal? Tão normal quanto sentir saudades, por exemplo. Mas, ainda como a saudade, o ciúme é um sentimento normal quando surge como resposta a uma situação real, imediata, com sua duração limitada há um tempo que nem sempre é definido, porém certamente limitado.

Quando o ciúme, entretanto, começa a se prolongar no tempo e aumentar de intensidade, alguma coisa deve estar acontecendo. A saudade, por exemplo, quando intensa e prolongada, pode gerar uma situação mais séria de depressão. O ciúme também, só que atua mais na esfera da angústia e da ansiedade, gerando, portanto, estados ansiosos mais persistentes, portanto muito dolorosos.

É preciso aprender a respeitar limites, ninguém é dono de ninguém. Todos precisam ter sua individualidade, liberdade e principalmente respeito. Valorize-se e ame-se.

E se hoje eu escrevo isso, é porque aprendi muito bem o que pode acontecer a si próprio, você acaba não se sentindo inteira. No entanto, a aprendizagem não pára aí. Viver bem, consigo e com o outro, numa relação de confiança e respeito é muito melhor.

Veneno sem Antídoto

"Tudo é veneno, não há nada que não seja veneno.

O que difere o veneno do farmaco é a dose."

(Paracelsus)

Fiz de você minha fantasia
Troquei consciência entre certo e errado
Pudores e recalcos
Querer e poder.

Ao som do novo,
mas não desconhecido,
Permiti que seu sorriso convidativo trouxesse à tona desejos...
...vontades...
E o único objetivo: você.

Envolvida pelos encantos do momento
Permito-me, então, provar do seu letal veneno.
Sentindo a cada gole o pulsar das veias,
a respiração ofegante,
perda da realidade.

Hoje o sol mata minha pele
Anseio pela noite porquê é nela que tenho o que mais desejo.

Hoje é Dia de Cecília



" Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento.
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento."



Hoje, em comemoração ao aniversário de Cecília Benevides de Carvalho Meireles, ou apenas Cecília Meireles, o Blog Na Dança das Palavras de Leonor Cordeiro propôs a blogagem coletiva no intuito de publicarmos textos que admiramos da poetiza.

"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea."(Paulo Ronáio)

Cecília marca minha adolescência e poetiza minha vida com os seguintes poemas:

"Cântico II

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu"

"Cântico VI

Tu tens um medo:

Acabar.

Não vês que acaba todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno."

(Os cânticos acima foram extraídos da "Antologia Poética", Editora Record - Rio de Janeiro, 1963, págs.25, 32.)


O porquê desses cânticos, os mais apreciados por mim? Deixo que ilustre os meus pensamentos, pelas próprias palavras da autora:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno."


"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."
(Romanceiro da Inconfidência)

Uma volta e meia


Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue,
Dando ordens a quem não sabe,
Obedecendo a quem tem,
Só espero a hora,
Nem que o mundo estanque,
Pra me aproveitar do conforto,
De não ser mais ninguém.
Eu vou virar a própria mesa,
Quero uivar numa nova alcatéia,
Vou meter um "Marlon Brando" nas idéias,
E sair por aí,
Pra ser Jesus numa moto,
Che Guevara dos acostamentos,
Bob Dylan numa antiga foto,
Cassius Clay antes dos tratamentos,
John Lennon de outras estradas,
Easy Rider, dúvida e eclipse,
São tomé das Letras apagadas,
E arcanjo gabriel sem apocalipse.
Nada no passado,
Tudo no futuro,
Espalhando o que já está morto,
Pro que é vivo crescer,
Sob a luz da lua,
Mesmo com sol claro,
Não importa o preço que eu pague,
O meu negócio é viver,
Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela.


Um comentário foi feito em meu passado. Um questionamento sobre os meus motivos, indagações que sempre mexem com meus pensamentos e com minhas próprias indagações. Eis então que a partir daí percebi que eu estava lutando contra meus próprios gostos.

Mudei a "casa".
Soltei os "Leões" no quintal.
Matei meu "amor".

Mas a cor da parede continuará a mesma, pelo significa dela própria. O Vermelho. O sangue vivo. A paixão.

Chamas...

Eu dei uma volta inteira, continuo a caminhar. Buscando o que me pertence, o meu tesouro.
O Infinito Particular, sempre infinito... mesmo tão pequeno! A vida SEMPRE continua....


Um blog de Ouro

Recebi esse selo do Leandro Neres, Blog Nova Poesia.
Meu caro, muito obrigado!!!

Repasso para:
Esses mimos abaixo, da minha querida Bandys

Trick-or-Treat?


Hoje, 31 de Outubro, comemoro (sim, sou adepta a essa cultura pagã) o Dia das Bruxas. E para marcar a data, estou participando da Blogagem Coletiva, promovida pelo Vida Blog.

Um pouco sobre o Halloween:
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava. A palavra Halloween tem origem na Igreja católica. Vem de uma corrupção contraída do dia 1 de novembro, "Todo o Dia de Buracos" (ou "Todo o Dia de Santos"), é um dia católico de observância em honra de santos. Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro. O feriado era Samhain, o Ano novo céltico. Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).

Já que a Blogagem tem como um dos focos, falar sobre a cultura local, na cidade vizinha a minha, Ribeirão Pires, haverá o tradicional encontro de Bruxas e Magos, promovidos pela Universidade Livre Holística Casa de Bruxa, esse encontro é destinado ao público pagão e aos "curiosos de plantão" também.
O culto tem como foco bruxos seguidores da Moderna Wicca, ou seja, a Bruxaria voltada ao culto à Deusa e ao Deus em sistemas que variam de uma deidade única hermafrodita ou feminina à pluralidade de panteões antigos, mais notadamente os panteões celtas, egípicios, assírrios, greco-romanos e normandos (viking) e tem sua atenção voltada aos dois princípios básicos da Bruxaria: O Respeito ao Livre-Arbítrio, onde, nenhum verdadeiro bruxo buscará doutrinar aqueles que têm outro credo e a Comunhão com a Natureza, o verdadeiro bruxo respeita a natureza, e por natureza ele entende absolutamente tudo o que não é feito pelo homem, inclusive os minerais.

Bruxaria, vai além de preconceitos e do antigo conceito da Igreja, muito além de filmes de ficção, e mesmo que não houvesse o interesse pagão, encontrar paz e harmonia com o corpo e a natureza,trabalhar energias positivas é de grande valia.

Aos adeptos, Feliz Dia das Bruxas !!!!

Bibliografia consultada
Bruxas e Heróis - Polly Young Eisendrath
Diccionario de Las Hadas - Katharine Briggs

Sobre os que vêm e vão...


É muito provável que você já tenha ouvido a expressão "Em terra de cego, quem tem olho é Rei". E é muito mais provável que você já tenha se sentido traído, enganado e com cara de bobo na multidão. Ou pior, que você já tenha realmente vivido situações que englobam os sentimentos citados.

Qual a diferença? Uma é pensar e ter uma leve sensação, a outra é ter a confirmação do fato.

O que o tal ditado tem a ver com tudo isso? Bem, a grande pergunta é até onde vale a pena fingir que não está vendo e que você sabe a verdade. Até onde passar por cima do seu ego e da sua auto-valorização vale a pena?

A minha intenção aqui não é vitimalizar ninguém e tão pouco apontar culpados. Vejamos:

Você escolhe ou é escolhido por alguém que futuramente poderá ter um relacionamento, no começo as afinidades são relativamente grandes, mesmo gosto para músicas, filmes e alguns livros. Há divergência em alguns pontos de vista quanto ao clima, ou as cores. Mas a princípio vai tudo muito bem. A conversa flui naturalmente e você é capaz de passar horas do dia ao telefone ou mesmo pessoalmente, dialogando sobre temas bem distintos entre si, sejam sobre economia ou até mesmo bobices da vida. Você está se sentindo feliz e até aí é isso que importa.

Mas, e o mas sempre vem, em determinado momento a princesa virou abóbora e/ou o príncipe encantado já virou plebeu. O encanto se quebrou e em algum momento você já não sente a menor vontade de estar ao lado de quem algum dia você sonhou tanto. Começa o jogo de adversidades.

O que fazer quando existe adversidade? Encará-la de forma natural, avaliando se isso trará benefícios para a sua vida, podendo até encarar um fator positivo e construtivo ajudando a criar um novo ponto de vista, ou de cara chutar o balde e perceber que não (!!!) definitivamente não é isso que você quer e que o seu modo de vida é seu e ninguém irá mudá-lo.

Vou ilustrar, digamos que em determinado momento você olhe e diga: "Veja bem, meu bem, eu não gosto de sair a noite, prefiro o dia e os atrativos que ele pode me oferecer, gosto da noite para dormir, descansar e curtir uma preguicinha". É uma adversidade visto que a segunda pessoa gosta, e muito, da noite e das badalações que ela oferece. O que fazer? Entrar em um meio termo e negociações de conduta ou procurar alguém que também prefira o dia?

Talvez seja verdade aquela idéia de que o cérebro não processe o "não" e passamos a cobrar que as nossas vontades sejam feitas, na mesma medida que satisfazemos as vontades alheias e aquela premissa de "fazer o bem sem olhar a quem" já não está presente em nosso cotidiano.

E em uma esquina qualquer, em um bar qualquer, você está ali parada e acontece o nem tão imprevisível assim: aparece aquele que tem um bom papo, bons gostos, um cheiro maravilhoso e um olhar tão magnético que te chama, em uma proposta quase indecente. E você vai... ou faz! Consuma o fato e beija, e se encanta. Porque nesse exato momento a sementinha negativa do seu relacionamento está plantada com o início da frase "veja bem, meu bem..."

Um deslize? Algo sem tanta importância? Depende... depende do dia seguinte, se haverá aquela ligação ou a troca de SMS com frases do tipo "foi bom te conhecer" ou pior, ou melhor, "adorei a noite". Se isso aconteceu, para mim, Jamille, a coisa mais sensata e correta a fazer nesse momento é colocar um ponto final na primeira história e partir para novas emoções, porque manter relacionamento "manco" não compensa. E se acontecer de você descobrir que a situação foi inversa, não tenha medo de dizer o que sente. Mas acabe por aí, porquê viver a sombra de um fantasma que te assombra todas as vezes que ele não atende o celular ou quando te avisa que vai tomar "umas" com os amigos e você imagina mil histórias, é sadomasoquismo.

Amor próprio meu povo... Amor próprio!

Só louco entende louco


"Eu pensei que fosse o tempo
De achar agora todas as provas
Dentro das últimas horas
Que me restam desse dia
No centro desse quadrado
Desse apartamento
Viajei, não me contento
De me satisfazer com o que é visível
Aí invento uma verdade pra suprir a vaidade
Mas a minha mocidade me faz sofrer
Sim, procurei pela pessoa
Que infernizava os meus neurônios à noite
Mas quando encontrei, pro meu espanto
Aquele cara era eu!
Me enfurnei naquele canto
À procura de uma nova armadura
Pra esconder minha candura, minha paz,
Minha loucura e aproveito enquanto dura
Para ouvir umas ranhuras de Tom Zé"

Não tente me entender.
Eu sofro processos constantes de mutação.
Hora amo, dali a pouco não amo mais.
Hora eu odeio, em menos de segundos... esqueci!
Tenho interesses múltiplos e isso já me causou a leitura de frases como: "Você é estranha".
Vou desde uma batida frenética de um Psicodélico nervoso
À extrema calmaria do solo de piano que faz fundo a esse blog.
Personalidade difícil? Sim! Demais.
Até onde a sinceridade vale a pena?
Até onde expôr o que está sentindo não está relativamente ligado a machucar sentimentos?
Ops, eu disse sentimentos??? Existe isso ainda?
Em um mundo onde olhar para o próprio umbigo é prioridade máxima?
Acho que usei a palavra errada.
Retificando:
Até onde expôr o que está pensando está relativamente ligado a deixar a pessoa ouvinte batendo cabeça na parede se perguntando: "onde foi que eu errei em dizer tal coisa?"
No fundo no fundo, o egocentrismo é maior.
Mal interpretada muitas vezes.
Errando muito, tentando na mesma proporção acertar.
É aqui meu ápice e minha queda.
É aqui que eu exponho o que eu sinto, e nesse momento eu estou revoltada rs*
Vai passar... vai passar...

Ausência


É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.
Quando eu lhe dizia:
"- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."
Você sorriu e disse:
"- Eu gosto de você também."
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.
Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.
É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais
E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.


Love In The Afternoon
(Renato Russo
)


Sensações de Déjà Vu presentes dia-a-dia.
Um ciclo vicioso sendo formado e junto com ele as barreiras que impedem o passo seguinte.
Não sei o porque essa semana tenho falado tanto em seu nome.
Recordei-me de pequenos detalhes seu, de quando seu olho passava de azul pra um cinza lindo quando ficava bravo comigo ou com qualquer outra coisa.
E quando essa raiva toda passava, você sorria e me olhava de um jeito que eu nunca soube entender. Aquilo sim, era sinais de amor.
Das nossas conversas de madrugada. Sobre quando eu queria falar e ficava te perguntando:"Cê ainda tá acordado?", e você me respondia: "Claro Jamille, tô aqui.", eu com a minha chatisse, mesmo sabendo que você nunca perderia o interesse em qualquer bobagem que eu dissesse, insistia: "Primeiro, não me chama de Jamille, e me fala o que eu disse, então.", e pacientemente você me dizia palavra por palavra.
Hoje, pela primeira vez, eu me arrependi de verdade por não ter te impedido de partir. Da maneira burra com a qual eu me deixei levar e não ordenar meus pensamentos pelo que era certo. Isso porquê alguns dias antes você havia me dito, como se pudesse prever o meu futuro, o que iria acontecer e como eu iria reagir, a não ser pela única diferença de uma promessa que foi quebrada, você me disse que estaria comigo e seguraria minha mão, assim como fez de outras tantas vezes e de tantas outras maneiras.
Caí na bobagem de acreditar que seria recíproco o que eu estava vivendo na época que te deixei ir. Acreditei nas palavras doces de um olhar amargo. E eu, que tantas vezes disse que o olhar entrega as pessoas, me ceguei por minhas próprias palavras.
Seria mais fácil, talvez, se minhas dúvidas hoje fossem coisas como: Será que ele ainda prefere suco ao invés de refrigerante? Será que ele ainda continua com aquela mania de separar as camisas por cor, por manga e por tecido? Será que ele continua lindo, mesmo quando descabelado e com a gravata larga, demonstrando seu cansaço? Será que a primeira coisa que ele faz quando chega em casa, continua sendo alimentar o peixe betta que fica ao lado do sofá? Será que ele chama outra como me chamava? E que dá a ela preferências que ele nunca cedeu a ninguém? Será que os dois saem de madrugada, procurando a Blockbuster mais próxima, porquê ela perdeu o sono?
Encarar a realidade anda sendo difícil, ter a certeza de que se estás perto de mim, é somente em espírito e memória, dói. Como eu sou a "pedra de gelo" (não era assim que me chamava?) que nunca chora e nunca se arrepende, tá aqui a prova mais que clara de que sim, eu choro, e de que sim, eu me arrependo e mais que isso, eu sinto sua falta.

9 meses, hoje, sem você.

Ciclos e Vivências


"Diante todas as conquistas
Liberdade concedida não me interessa
E eu não tenho pressa pra conferir
Nessa altura do campeonato
Não vou mais sair no braço pra ninguém me engolir
Quem perde é quem prega
Quem precisa é quem nega
O desconhecido exceção à regra
Que confunde e cega os pobres donos do mundo
A diferença tá na crença de quem pensa que pensa
E apenas alimenta
Meias verdades
Meias atitudes
Meias bondades
Nada disso me interessa e eu não tenho pressa pra conferir"

Começo a achar interessante colocar uma música a cada início do post, essa por exemplo, A Diferença da Zélia Duncan, ilustra um momento totalmente meu. Dentre tantas situações vividas, dentre tantos encontros e desencontros, chega uma hora que andar contra o vento cansa, remar contra a maré dá dor nos braços. Ajustar as velas é sim, a melhor opção.
Maturidade com os anos.
Entendimento de situações com o tempo.
Tenho certeza de que há muito a descobrir, muito a desvendar e principalmente, muito a aprender e que não adianta perder a calma, apressar o passo, sair correndo e tropeçar muito por causa disso.

Essas palavras são reflexos dos pensamentos que tive hoje pela manhã, enquanto aguardava minha palestra na Fundação Bradesco. Comecei a pensar nessa coisa de maturidade e tempo, nos ciclos da vida - infância, juventude, maturidade, velhice -, fases que não são determinadas cronologicamente, e na condição humana em constante movimento, o estar ou se tornar (mais) maduro – quando a maioria das potencialidades do ser humano se sazona e se torna realidade. Essas fases da vida estão associadas as mudanças de um conjunto de fatores biológicos, psicológicos e sociais que, de acordo com a história de vida de cada um, interferem em todas as esferas da vida.

Essa fase é caracterizada por ganhos e perdas. Citei a ida à Fundação Bradesco, porque estou fazendo um curso de capacitação para Deficientes Visuais, e praticando meu networking conversando com pessoas de idade superior a minha e área profissional de diversas atuações, percebi que os ganhos mais significativos estiveram relacionados com o conhecimento e a sabedoria vindos da experiência de vida, enquanto as perdas, com o aspecto do corpo físico.
Ficou evidente que a maturidade provém das experiências vividas durante todas as etapas da vida, que ficam registradas e deixam diferentes marcas no corpo de cada uma. A maturidade é um período em que as pessoas voltam o seu olhar para si, uma vez que as situações com família e trabalho - que se configuram como as que mais demandam atenção antes disso -, parecem estar mais resolvidas com os filhos já crescidos e a aposentadoria mais próxima.

Parece que a necessidade de responsabilidade é consigo mesmas. A partir dessa “auto-valorização”, é comum a busca por alternativas para cuidarem de si e também para preencherem o tempo, a necessidade de socialização e trabalho voluntário.

Diante dessas conversas e muitas risadas, percebi que realmente de nada vale a pena tentar pular fases que temos que passar, como diria minha mãe, dar o passo maior que a perna, porque a longa estrada da vida é constituída passo-a-passo.

Prêmio Dardos

Recebi do Blog Nova Poesia o Prêmio Dardos.


Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que o blogueiro mostra cada dia, em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais. Blogueiros que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.

O Prêmio Dardos tem certas regras:
1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.

Repasso para os seguintes blogs:


Individualidade [Até onde?]


"Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho
O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossivel ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver"

Os versos da canção Wave, de Tom Jobim descreve a necessidade de amor e companhia, além do que todos que buscam, um Final Feliz, certo?Errado! Para o Psicanalista Flávio Gikovate, em seu livro Uma História de Amor... Com Final Feliz, o ideal de amor romântico que predomina no imaginário coletivo está com os dias contados. Baseado nas experiências de atuação na psicoterapia e em suas vivências pessoais, Gikovate apresenta uma proposta inusitada acerca da questão do amor: formar laços que respeitem a individualidade; ou viver só, estabelecendo vínculos afetivos e eróticos mais superficiais.

Essa semana, estava em alta crise existencial, tentando entender de o por quê algumas pessoas insistem em usar a frasezinha clichê "Não estou a fim de me envolver" e comecei a pesquisar artigos que pudessem me dar a luz sobre tal escuridão.

Encontrei uma definição, segundo o autor do livro, diferente de amor, chamado "o + amor", que segundo meus entendimentos traz uma relação compatível com os tempos modernos, que respeita a individualidade. Existe respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. É parecido com a amizade porque aproxima duas unidades e não duas metades . Basicamente, é uma forma adulta e sólida de relacionamento, na qual a palavra concessão é substituída por respeito.

Acredito sim que parte do medo dos relacionamentos, com a denominação "sério", existam porquê existe o medo de perder a individualidade, o passeio no shopping domingo a tarde com as amigas ou o futebol sagrado de um dia qualquer a noite. Parte do "fenômeno individualista" deve-se ao fato de que duas coisas modificaram esse ideal do amor: a independência da mulher, desequilibrando a idéia de fusão com uma liderança masculina, e o avanço tecnológico, que criou condições extraordinárias para o entretenimento individual. Hoje, há uma briga muito mais ostensiva entre amor e individualidade. Nesse sentido, acho que o +amor , aquele sentimento descrito, tem grande chance de prevalecer.

Com base nessa história de + amor, concluo que se não somos planta, com várias exclamações após essa palavra (!!!!!!), não há razões para qual homens e mulheres tenham medo do envolvimento, até porquê se levamos ao pé da letra, é quase dizer: "Olhe minha filha, o hoje fica aqui, amanhã é passado e você significou alguns momentos de prazer.", em outras palavras, sacrificamos o desejo da carne. Virou pegação, como diria a Denise, "é Créu neles".
Será mesmo que o conceito
Tribalista está virando a Nova Era, ao invés de uma tendência modinha?

[Re] Plantar


"Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer"


Panis et Circenses, na minha versão favorita cantada pela Marisa Monte, me faz pensar em um mundo desapegado, sem que haja interesse real e de fato sobre acontecimentos.

A que de fato isso me importa?

Quando me dispus a soltar meus panos e felinos internos, tive a certeza de que haveria no começo uma reação de fuga, seguida do medo do inseguro. No entanto, as certezas não parariam por aí, soube que haveria, principalmente, apoio direto e indireto; que haveriam muitos recados carinhosos e de apoio, tão quanto o silêncio das pessoas que continuam na sala de jantar.

Pensamentos jogados ao vento, em outr'hora, me prepararam para encarar o meu mundo, as minhas idéias. Ao mesmo tempo transformando minhas Fugas e Devaneios em algo amadurecido, real e concreto.

Falar sobre o tempo, nem sempre trará coerência ao texto, o que importa são os fatos vividos. O que importa hoje é a minha ascensão interna.

Bem... a labuta!

E aos navegantes, bem vindos!